Um ano depois da carta “Thoughts on Flash”, quais são seus pensamentos sobre o Flash?

Ícone do Adobe Flash Player

Em 29 de abril de 2010, Steve Jobs publicou uma carta aberta intitulada “Thoughts on Flash”, tentando pôr um ponto final em toda a discussão sobre a ausência do plugin da Adobe no iOS — e, na época, mais especificamente no iPad. Já se passou mais de um ano e até hoje a plataforma móvel da Maçã continua notoriamente sem o Flash Player… mas será que alguém ainda se importa?

Foi com o intuito de avaliar isso que Jason Perlow, da ZDNet, fez uma pequena retrospectiva sobre os últimos 12 meses e procura determinar se toda a controvérsia gerou frutos. Por exemplo: a presença do Flash no Android é algo positivo? Em geral, não — pesado, instável e inseguro, exatamente como El Joboso alertou. Mas essa tragédia não seria culpa da Adobe.

Logo da Apple e ícone do Adobe Flash Player

Perlow argumenta que só é possível fazer o plugin funcionar devidamente quando sua implementação é feita com a total colaboração dos criadores do sistema operacional. Acontece que nem a Apple no Mac OS X, nem o Google no Android “Honeycomb” ofereceram isso — ergo, Flash é sofrível nessas plataformas. Contudo, no BlackBerry PlayBook ele é bom, ainda que só pra reproduzir vídeos; isso acontece porque a Research In Motion (RIM) fez sua tablet ser praticamente movida a Flash e AIR.

Só que o iPad já está na sua segunda geração e continua tão livre de plugins quanto o primeiro iPhone — apesar disso, quase ninguém parece se importar mais e esses gadgets vendem aos milhões todo trimestre. Vídeos estão cada vez mais sendo distribuídos via HTML5 (quando não, o Skyfire e o Puffin são alternativas viáveis); jogos e aplicativos se transformam em apps… o que resta?

Bem disse o Rafael Fischmann, durante uma conversa: talvez o destino do Flash Player no iOS seja parecido com o do Windows em Macs. Os usuários mais cautelosos ou aqueles com necessidades bem específicas poderão se sentir mais seguros por ter algum “plano B” por perto, seja um software de virtualização ou um navegador móvel especial. Contudo, essas são ferramentas que tendem a acabar esquecidas, existindo apenas just in case — quase como um drive óptico num notebook.

Mas e você, o que acha disso? O que você pensa sobre o Flash? Sua opinião é a mesma de há um ano? Você trocaria um iPad por um XOOM/Galaxy Tab/PlayBook exclusivamente por causa do plugin da Adobe? Compartilhe seus pensamentos nos comentários! 😉

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