Apple reitera sua posição quanto a privacidade; senador pede que ela seja como a Microsoft

Ícone do Google Maps no iPhone

A segunda audiência perante senadores dos Estados Unidos à qual a Apple foi convocada a prestar esclarecimentos sobre o “Locationgate” serviu para que a companhia reiterasse seu posicionamento sobre a privacidade de usuários. Catherine Novelli, vice-presidente global de relações governamentais, basicamente repetiu o que fora dito por Guy Tribble: a Apple não rastreia, nunca rastreou, nem pretende rastrear seus usuários.

Localização marcada no Maps do iOS

O Google, também convocado para esta audiência, foi representado por Alan Davidson, que declarou estar além das prerrogativas da gigante de buscas controlar diretamente o que é feito por apps de terceiros. “O Google não controla nem pode controlar o comportamento de apps de terceiros ou como eles usam informações de localização e dados de outro tipo que os apps obtêm dos aparelhos”, disse. “O que fazemos é encorajar fortemente que os desenvolvedores sigam uma série de melhores práticas”, complementou, referindo-se a recomendações sobre dar a escolha a usuários, criar políticas de privacidade e não armazenar informações.

Foi mencionado um caso interessante em que a expectativa de privacidade dos usuários é comprometida por algo aparentemente inofensivo: uma mãe que publica a foto de seu filho online pode não saber que o arquivo tem geotags que podem fornecer a qualquer pessoa o local exato de onde a imagem foi produzida. Contudo, o ponto mais alto (ou baixo) foi quando o senador John Kerry disse “Precisamos que companhias como o Google, a Apple e o Facebook” sejam como a Microsoft, que “já se manifestou do lado do senso comum” neste assunto.

Oi? Perdi alguma coisa? Que eu me lembre, a Microsoft não participou de nenhuma das duas audiências no Senado norte-americano e nem mesmo foi convidada para o fórum da FTC/FCC sobre privacidade, em junho. Alguém sabe do que esse senador está falando?

[via CNET News]

Posts relacionados

Comentários