Vendas de apps crescem num ritmo maior que as de músicas, podendo vir a passá-las em breve

Comparação de receitas da Music e da App Store - asymco

A Apple é uma empresa multifacetada: ela vende computadores, tocadores de música, gadgets, software, músicas, filmes, seriados… Enfim, de tudo um pouco. É interessante notar que há uma evolução nessa diversidade toda, e que apostar em várias frentes beneficia a Maçã por torná-la pouco dependente de cada ramo individual.

Por exemplo, se as pessoas começarem a comprar menos computadores, a Apple pode vender smartphones ou tablets. Se reduzirem seus gastos com músicas, há os apps para compensar. Neste último cenário, Horace Dediu, do asymco, avaliou o crescimento das duas principais lojas da gigante de Cupertino, a iTunes Music Store e a App Store, e traçou as tendências de receita das duas. Veja só, que impressionante:

Comparação de receitas da Music e da App Store - asymco

Após meros três anos de existência, a loja de aplicativos já alcançou metade da arrecadação da loja de músicas! Se esse ritmo continuar, não demora muito e a venda de apps vai se tornar um negócio bem maior que a comercialização de faixas para a Maçã. E os desenvolvedores? Até agora, estima-se que eles receberam cerca de um quinto do total que já foi apurado por gravadoras e artistas ao longo da existência de ambas as lojas.

Outra forma de comparar a performance dos dois tipos de conteúdo é observar a quantidade de downloads médio por cada AppleID cadastrada com um cartão de crédito:

Média de download por conta da Music e da App Store - asymco

Como é possível ver, com a expansão da App Store para países que não têm uma loja de música correspondente, com o tempo a média de faixas compradas por cada conta cadastrada estagnou e caiu após o lançamento do iPhone 3G, em 2008. Já o número médio de downloads de apps por conta subiu vertiginosamente, tanto que agora está em 62 — nada mau, dado que a média de músicas por conta é apenas 67.

Posts relacionados

Comentários

Deixe uma resposta