Patenteie para travar: amortecimento para HDDs e iTunes Store emprestando músicas

Patente de empréstimo de músicas

Hoje, o Genius do iTunes funciona de uma forma bem satisfatória: ele coleta informações da sua coleção de músicas e as usa para fazer duas coisas, 1. organizar listas de reprodução automagicamente e 2. oferecer músicas da loja que têm a ver com seu gosto. Uma patente mostra que a Apple pode estar planejando ampliar a faceta de vendedor do Genius através do “empréstimo” de faixas.

Patente de empréstimo de músicas

Atualmente, uma Genius Playlist é composta exclusivamente com canções que você possui, sejam elas provenientes da iTunes Store ou de qualquer outra fonte. No futuro, é possível que essas listas de reprodução possam ser montadas com uma certa quantidade de músicas da loja da Apple que ainda não fazem parte da coleção pessoal do usuário. Isso significa, na prática, que você poderia ouvir uma faixa completa em uma lista de reprodução, sem precisar comprá-la: a inserção seria como um tipo de publicidade.

Para manter o sistema rentável, porém, a patente descreve formas de controlar a veiculação de faixas com base no retorno de cada cliente. Quem adquirisse várias recomendações veria, com o passar do tempo, mais e mais músicas desse tipo em suas listas (caso optasse por esse tipo de “intrusão”, vale notar). Um usuário que apenas as ouvisse, sem adquirir nenhuma, ficaria num nível basal de empréstimos.

Eu me pergunto o quanto as gravadoras não pagariam para promover certos singles dessa forma — seria praticamente um iAd para músicas.

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Patente de amortecimento para HDDsQuando seu MacBook cai no chão (ai!), de uma coisa você pode ter certeza: o HDD dele está preparado para o encontro iminente com o solo. Já faz um bom tempo que os Macs portáteis contam com acelerômetros para detectar quedas e oferecer proteção contra impactos — as agulhas param quando um movimento brusco é sentido.

Uma patente descreve uma forma de aprimorar essa proteção com um tipo de apoio externo no qual um HDD pode ser encaixado. O desenho do componente parece conter diversas ranhuras e canais que certamente funcionariam para dar mobilidade ao componente, o que amorteceria impactos fortes.

Bem verdade que estamos num momento em que a Apple parece ter cada vez menos interesse em HDDs, migrando seus computadores para SSDs, mas enquanto houver um MacBook Pro debaixo do braço de um fotógrafo profissional, drives de centenas de gigabytes (ou vários terabytes) serão necessários, e vai custar um certo tempo até o armazenamento em estado sólido alcançar tal nível de capacidade por um preço tolerável.

Até lá, a espuminha na foto acima pode ser a diferença entre um drive vivo e um morto.

[via Patently Apple]

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