Analistas ponderam consequências financeiras da crescente rixa entre Apple e Samsung

Apple contra Samsung - amigas e rivais

O que fazer, quando um de seus maiores parceiros acaba se mostrando um Judas? No caso da Apple, dançar imitando a Shakira não é uma opção, então cortar relações pode ser a coisa mais sensata a se fazer, por mais complexo que se mostre o processo. Diante das constantes batalhas que a Maçã vem travando com a Samsung nos tribunais, tornou-se uma questão de “quando”, e não mais de “se”, a gigante de Cupertino vai procurar outros fornecedores para ocupar o lugar da coreana em sua cadeia de produção.

Analistas de mercado, claro, estão salivando com as possibilidades. “[Apple e Samsung] se tornaram mais concorrentes e menos parceiras, logo acho que a Apple realmente não deve estar vendo a Samsung como sua primeira escolha para fornecimento de NAND flash”, disse Brian Marshall, da Gleacher & Co.

Apple contra Samsung - amigas e rivais

“Há muita competição, especialmente por partidões de perfil elevado e de ponta como a Apple”, disse David Kanter, da Real World Technologies. Falando sobre a produção de processadores para iGadgets, ele completou que uma possível parceria com a Intel tornaria as coisas “ainda mais interessantes” — pena que as chances sejam pequenas… ou não.

Mas o nome mais cotado para ocupar o lugar da Samsung é o da Taiwan Semiconductor Manufacturing Corp (TSMC). A Fubon Research estima que um contrato desses com a Apple pode representar 3% do faturamento anual da taiwanesa.

A tendência, porém, é que a parceria continue concomitantemente à busca por novos parceiros — vide a entrada da Chimei Innolux como fornecedora de displays, por exemplo. Fazer isso lentamente pode ser mesmo o ideal, já que a relação de dependência entre Apple e Samsung é bem complicada. Como diria Shaw Wu, “A verdade é que elas meio que precisam uma da outra. Outra verdade é que elas fazem muito dinheiro uma com a outra.”

[via The Globe and Mail]

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