Horace Dediu, do asymco, elabora uma forma diferente de avaliar o valor da Apple

Estimativa de receita recorrente da Apple - asymco

Quando a Apple vende um produto, ela recebe o tanto que o cliente paga no caixa e acabou, certo? Não exatamente: a gigante de Cupertino criou plataformas que fazem todo cliente continuar pagando, de bom grado, por alguns anos depois da aquisição. Foi usando essa lógica que Horace Dediu, do asymco, calculou que cada iGadget rende à Apple US$150/ano, enquanto cada Mac rende US$250/ano.

Estimativa de receita recorrente da Apple - asymco

Só que ele não parou por aí: no gráfico acima, Dediu colocou o ganho anual por usuário de cada uma das categorias de produtos ou serviços da Apple (iPhone, Mac, iTunes, iPod touch e iPad), representados pelas barras, referentes à escala esquerda. Os pontos verdes mostram a quantidade de usuários hoje, referentes à escala direita; são traçadas duas estimativas de crescimento no número de usuários, daqui a um ano, amarelo, e daqui a três anos, vermelho.

Muito bem. Nesse gráfico, Dediu estimou o crescimento na adoção dos principais produtos da Apple e mostrou o quanto cada um deles rende em média por ano. Será que é possível usar essas informações para traçar o valor da receita da companhia no futuro?

Claro que é:

Estimativa de receita recorrente da Apple - asymco

Não se espante, se a Apple Inc. virar Apple Mobile, daqui pra 2014…

Supondo que o gasto médio recorrente de cada usuário permaneça o mesmo, daqui a três anos a receita anual recorrente da Apple poderá encostar nos US$200 bilhões em junho de 2014, isso sem levar em conta segmentos como software, periféricos e iPods. Tudo depende muito, claro, das estimativas traçadas para o crescimento de cada plataforma — os números detalhados podem ser vistos no artigo original, no asymco, mas eu adianto que eles podem se mostrar até conservadores.

Hoje, a receita trimestral da Maçã fica na casa de US$25 bilhões. Imagine o que pode acontecer com a NASDAQ:AAPL, se esse valor pular pra algo acima de US$50 bilhões! De repente, os US$373,80 na cotação de hoje parecem pouco, muito pouco — não é à toa que nas negociações pós-fechamento ela já subiu mais 0,34%.

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