Patenteie para travar: telas 3D com displays em camadas, comprando apps offline e mais

Patente de tela 3D com displays em camadas

Apesar de ser a nova modinha da indústria de eletrônicos, telas 3D são um porre: caras, pouco práticas e com conteúdo de péssima qualidade disponível (eu tenho um livro pop-up que dá uma surra no Alice in Wonderland com o Johnny Depp, sério). Elas são como um pesadelo que você paga caro pra ter.

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Para evitar esse tipo de armadilha, a Apple (que, ao contrário de fabricantes de TVs e estúdios de cinema, se importa com o conforto dos consumidores) patenteou um tipo de tela que usa diversas camadas de OLED transparente para oferecer uma experiência tridimensional que dispensa óculos e faz sentido no contexto do Mac OS X.

Patente de tela 3D com displays em camadas

Se você estiver usando um Mac, olhe pra tela. (Ok, vocês aí com o Safari no Lion em tela cheia, voltem pro modo tradicional antes de prosseguir.) Você deve perceber que há a barra de menus no topo, uma janela à frente das demais e, lá ao fundo, a mesa com uma bela ilustração.

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Percebe que a tridimensionalidade da interface cai como uma luva para uma tela de múltiplas camadas? Um OLED transparente em primeiro plano poderia exibir o app em uso e da barra de menus; um segundo OLED mostraria todas as demais janelas, inativas; um LCD no fundo cuidaria da mesa. Cada display poderia ter sua própria GPU, assim a performance seria máxima.

Isso faz muito mais sentido do que ficar tentando cutucar os olhos do usuário com coisas saltando da tela. Ou, pior ainda, provocar enxaqueca e empurrar no mercado um monte de óculos caros, pesados e desconfortáveis. Tomara só que essa história de displays em camadas não deixem as telas muito grossas: seria um retrocesso. Sem falar que a resolução de um Mac passaria a ser de 1280x800x3 (ou 4, 5, 6…). Doideira!

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Quando você lê “gadget com duas telas”, você pensa logo em um Courier da vida, não é? Como um livro, ele se abre e mostra duas superfícies com conteúdo. Pois bem, esqueça disso! A Apple patenteou uma espécie de tablet com duas telas, mas que só mostra uma de cada vez. Intrigado?

Patente de ereader com frente e verso

Pense em “frente e verso”. Com o auxílio de um acelerômetro, esse gadget hipotético poderia detectar quando fosse virado e assim trocar de página naturalmente. Além disso, dependendo de como o aparelho fosse girado, o usuário poderia acessar diferentes tipos de conteúdo, como um sumário, a próxima página ou notas de rodapé — ou até conteúdo extra, como definições de palavras e artigos relacionados.

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Alternativamente, virar o gadget na horizontal poderia mudar entre os artigos de uma revista. Virá-lo na vertical trocaria as páginas de um artigo. Não se espante com o foco em leitura: a patente descreve um aparelho com tela de e-ink, e o ato de virá-lo ajudaria a reduzir a frustração de ver a página sendo lentamente (para os padrões de um LCD) atualizada.

Será esse o Kindle da Apple? Só o tempo dirá.

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Imagine que você está no meio do nada e bate aquela vontade de ouvir uma música nova da Adele, ler um livro da Virginia Wolf ou destravar mais fases de Angry Birds. Só que você está no meio do nada, onde não tem conexão com a iTunes Store… 🙁

Patente de compras offline na iTunes Store

Sorria! A Apple patenteou um sistema para fazer você gastar dinheiro até quando está desconectado do mundo. Nele, você pode carregar créditos offline em seu gadget, bem como manter um cache de conteúdo que pode despertar seu interesse (pense “Genius”).

Bateu uma vontade irresistível de fazer uma In App Purchase? Pode comprar! Quer finalmente possuir uma música que estava ali, dando sopa, nas recomendações da loja? Compre! Nem mesmo a péssima cobertura da sua operadora de telefonia de celular é um abismo grande o bastante para impedir que o dinheiro escoe da sua carteira para a conta bancária da Maçã.

Patente de compras offline na iTunes Store

Tal invento, claro, depende muito de armazenamento local para funcionar a contento. Pode ser que chegue um dia em que um iPhone vai ser capaz de andar com toda a iTunes Store dentro dele, para acessar offline, mas eu tenho a leve sensação de que não vai ser na próxima geração. Em todo caso, usar o Genius para tentar prever o que é mais importante e manter esses itens em um cache local cai como uma luva: um lance de gênio.

[via 9 to 5 Mac, AppleInsider: 1, 2]

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