Charlie Miller descobre forma de hackear baterias de MacBooks e usá-las para o mal; #MEDO

Baterias hackeadas até a morte por Charlie Miller

História de horror: você segue um link aparentemente inócuo e, horas depois, a bateria do seu MacBook explode! Soa impossível? Nem tanto: conforma conta a Forbes, o especialista em segurança Charlie Miller descobriu uma vulnerabilidade comum em microcontroladores de baterias modernas que permitiria a um hacker usar esse componente para o mal.

Baterias hackeadas até a morte por Charlie Miller

Baterias sacrificadas durante testes.

Desde implantar malware na memória da bateria (assim a contaminação com um vírus se repetiria até mesmo depois de formatar tudo) até fazê-la superaquecer e explodir, tudo é possível graças ao fato de os chips serem despachados de fábrica com uma senha padrão — e basta descobrir que senha é essa para abrir a caixa de Pandora. “Essas baterias não são criadas levando em conta a possibilidade de que alguém iria querer mexer nelas”, disse Miller. “O que estou mostrando é que é possível usá-las para fazer coisas bem ruins.”

A senha padrão foi descoberta por Miller através da análise de uma atualização enviada pela Apple em 2009 para corrigir problemas com baterias de MacBooks (seria esta?). Com um pouco de engenharia reversa, ficou fácil descobrir como alterar o firmware delas e controlá-las das mais variadas formas.

A apresentação dessa vulnerabilidade e a proposta de uma solução serão feitas na próxima conferência de segurança Black Hat, em agosto. Até lá, tenha #MEDO.

[via Electronista]

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