Apple e várias editoras são alvo de processo acusando-as de manipular preços de ebooks

Mão com iPad 2 e iBooks

Mão com iPad 2 e iBooksA firma de advocacia Hagens Berman (a mesma de olho no “Glassgate”), especializada em ações coletivas, anunciou hoje a abertura de uma ação contra a Apple e cinco das maiores editoras dos Estados Unidos (News Corporation, Hachette, Macmillan, Penguin e Simon & Schuster), acusando-as de manipular ilegalmente os preços de ebooks.

As companhias são acusadas de entrar em conluio para sabotar a estrutura de preços da Amazon.com; como resultado dessa associação, teria havido uma inflação explosiva, elevando os preços de ebooks em até 50%.

“Quando a versão eletrônica de um bestseller custa quase o mesmo — se não mais — que uma versão física, não é preciso ser um economista forense para ver que isso é uma evidência de manipulação de mercado”, declarou o escritório em um press release. E, de fato, não é preciso ser um gênio do mercado pra perceber que tem algo errado nisso.

A acusação aponta que essa tática teria sido vantajosa para a Apple e as editoras: estas lucrariam com a demora adicional para a Amazon.com substituir de vez as vendas de livros físicos por ebooks, enquanto a Maçã refrearia a popularidade do Kindle antes que ele pudesse ameaçar o então vindouro iPad.

[via GeekWire]

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