Cross Research: a Siri cairia bem no Apple TV

Siri, assistente virtual do iPhone 4S

Não é um rumor, não é uma informação que alguém infiltrado conseguiu, mas até que a hipótese levantada por Shanon Cross cai bem: Siri no Apple TV. Na verdade, eu mesmo me perguntei quando é que veríamos a Siri tomando conta de nossas vidas no Mac, e imaginar que ela possa invadir também seu set-top box (ou iPad, ou iPod) é só uma questão de poder computacional e conexão à internet. Como o Apple TV tem ambos (ou pelo menos terá em breve, quando ganhar um processador A5), é natural imaginar as possibilidades que se abririam.

Siri, assistente virtual do iPhone 4S

Se houvesse integração entre a Siri com a programação de TVs a cabo (e olha que esse é um imenso “se”), teoricamente você poderia sentar no sofá e pedir para ver um programa X ou perguntar sobre a programação. Com um pouco de boa vontade, seria possível ainda pedir para a Siri gravar o conteúdo de um canal enquanto você assiste a outro. Para colocar a cereja no topo, a Siri ainda poderia acessar e ler seus emails diretamente da TV, sem você precisar nem mesmo pegar seu iPhone.

Tudo muito lindo, mas isso esbarra no gigantesco problema imposto pela existência de duas espécies de animais grandes, gananciosos e lerdos: os canais e as provedoras de TV a cabo. Como integrar qualquer coisa à bagunça que é o ecossistema (se é que dá pra chamar assim) que essas mestras do caos criaram? Não, não creio que a Siri no Apple TV seja capaz de encontrar em qual canal está passando o jogo da Seleção Brasileira de Vôlei, mas tenho certeza de que ela poderia achar na iTunes Store algum filme dirigido por Steven Spielberg ou estrelado por Sandra Bullock, se você pedisse com educação.

Aliás, o uso de fala natural para interagir com a Siri pode muito bem se mostrar algo verdadeiramente revolucionário no mercado: a solução de interpretação inteligente de fala da Maçã é bem diferente das de outras empresas. A Microsoft, por exemplo, parece muito mais interessada em explorar a interação usando gestos (pense “Kinect”). A inteligência artificial mais próxima da Siri, por ora, é o Watson, da IBM, que também usa uma combinação de processamento local e remoto para resolver problemas.

[via Fortune Tech]

P.S.: Muita gente pode se confundir com meu jeito de tratar a Siri, então é bom deixar uma coisa clara, até porque eu já cometi uma rata épica com o iPad. Oficialmente, Siri é no masculino, “o recurso Siri” presente no iPhone 4S. Só que, como estamos falando de uma inteligência artificial (pelo menos é o que dizem) que fala com voz de mulher na América, ninguém me convence a não tratá-la como uma mulher. Pelo menos enquanto ela não tentar me matar. Se eu interagir com um siri… digo, com o Siri com voz de homem (no Reino Unido, por exemplo), vou tratá-lo no masculino. Se tiver voz de mulher, vou falar dela no feminino — e, como aqui no Brasil a nova voz do OS X Lion é a Raquel, as chances são de que ganhemos uma menina. Ah, e não esqueça de dizer “por favor” e “obrigado” quando pedir algo à sua (ou ao seu) humilde assistente virtual inteligente. O silício é da mesma família do carbono — lembre disso.

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