Quem será o novo ponta-de-lança do mundo de tecnologia?

Jovem Steve Jobs

Tá aí uma pergunta que não quer calar: quando o assunto é inovação no mundo de tecnologia, todo mundo copia o que a Apple faz, e a Apple fazia o que Steve Jobs mandava. Agora que ele se foi, como manter essa cadeia (im)produtiva? Ashkan Karbasfrooshan tentou responder isso em um texto ao TechCrunch, com uma lista de 20 nomes que poderiam suceder Jobs nesse papel, pelo menos aos olhos da mídia.

Jovem Steve Jobs

Karbasfrooshan apresenta os méritos e limitações de cada um deles, mas vou me limitar a abordar brevemente os principais nomes desta lista:

  • Scott Forstall [talvez]
  • Tim Cook [não]
  • Jonathan Ive [talvez]
  • Larry Ellison
  • Marc Benioff
  • Bill Gates [não]
  • Michael Dell [NÃO]
  • Mark Zuckerberg [tomara que não]
  • Sean Parker
  • Evan Williams
  • Sergey Brin [não]
  • Larry Page [não]
  • Jeff Bezos [não]
  • Elon Musk
  • Max Levchin
  • Peter Thiel
  • Janus Friis
  • Nicklas Zennstrom
  • Marc Andreessen
  • Jack Dorsey

Tim Cook é um homem de negócios, e não alguém que constrói o futuro. Scott Forstall e Jony Ive vão ter primeiro que mostrar do que são capazes sem a tutela de Jobs, antes de podermos dizer qualquer coisa sobre eles. Bill Gates, honestamente, não deve mais querer nada com o mundo de tecnologia há anos — e está tudo bem: o cara é um senhor filantropo, tem mais é que seguir essa vocação. Michael Dell teve a chance dele e, salvo a possibilidade de ter guardado sua genialidade para depois dos 50, não deverá trazer mais nada relevante ao mercado.

Mark Zuckerberg certamente tem potencial e tino para os negócios, mas eu tenho muito, muito medo de um futuro construído por ele — o “jardim murado” da Apple é fichinha perto do Big Brother em que o Facebook quer transformar o mundo (pense assim: a cada passo que você der, uma propaganda diferente vai pipocar na sua frente). Sergey Brin e Larry Page deixaram sua marca no universo, verdade, mas ultimamente o Google sentou sobre sua lucrativa máquina de publicidade (assim como a Microsoft sentou no Windows) e não consegue mais ir pra frente. Já Jeff Bezos… bem, ele até tenta ser Jobs, mas ainda vai ter que melhorar um bocado.

Quanto aos outros nomes, não é como se, com anos de estrada, eles estivessem no páreo, né?

Tendo dito isso, creio que procurar pelo próximo Steve Jobs agora é uma tarefa infrutífera. Se houvesse um “próximo Steve Jobs” em cena, ele certamente já teria se bicado com o original várias vezes e levado a melhor em algumas delas, além de já ter criado qualquer coisa que mudasse o mundo (por isso eu temo tanto o Zucky: de todos, ele é o que melhor se enquadra nessa descrição). Tudo leva a crer, porém, que esse “próximo Steve Jobs” ainda não apareceu.

Eu honestamente torço para que ele (ou ela!) dê as caras logo, ou então a vida será um tédio. Você se lembra da visão que a Microsoft tinha das tablets, há alguns anos? Elas não passavam de um PC sem teclado nem mouse, mas com uma stylus. E os smartphones? Eles eram PCs espremidos num formato de bolso, com direito a teclado e até um rascunho de mouse! E os PCs? Eles só viraram algo usável depois do Macintosh! Tudo isso mudou pra melhor por causa da influência de Jobs à frente da Apple.

Quem será a pessoa que vai fazer isso daqui pra frente? Não faço ideia, mas tenho certeza de que eu vou saber quando estiver diante de um produto novo tão fácil e gostoso de usar quanto um iPod, um iPhone, um iPad ou um Mac. Pena que pode levar alguns anos para isso acontecer… :-/

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