John Gruber: “tweaker”? Steve Jobs não era só um “tweaker”

Steve Jobs - New Yorker

John Gruber, do Daring Fireball, não parece ter curtido muito um artigo de Malcom Gladwell descrevendo Steve Jobs como um tweaker (“modificador”), e o blogger atribuiu isso a uma imagem errada que Walter Isaacson deixou transparecer na biografia oficial do ex-CEO da Apple.

Steve Jobs - New Yorker“Jobs entendia tecnologia, mas não era um engenheiro”, Gruber escreveu. “Ele tinha um gosto extremamente apurado, mas não era designer. O que Jobs realmente fazia de verdade é muito do mistério de sua vida e de seu trabalho, e Isaacson, frustrantemente, aparentemente tinha pouco interesse nisso ou nem sequer tinha noção de que havia algum tipo de mistério quanto a quais seriam realmente os dons de Jobs.”

Ouch. Aparentemente, a biografia de Jobs não foi muito bem recebida pelos, digamos, “especialistas” em Apple — estou, aliás, morrendo de vontade de ouvir o Hypercritical #42, no qual John Siracusa fala sobre o fato de Isaacson ter sido “o cara errado” para esta biografia.

Voltando a Gruber, pelas comparações de Gladwell, o verdadeiro tweaker deveria ser não Jobs, mas Bill Gates.

A sequência de exemplos é até hilária: “Havia o BASIC antes do BASIC da Microsoft. Windows seguiu o Mac. Word seguiu o WordPerfect, Excel seguiu 1-2-3 (que seguiu o VisiCalc), o Xbox seguiu o PlayStation.” De fato, tweaker — mas quase beirando o copycat. Não que Gates não tenha seus méritos (como praticamente criar o mercado de software e fazer esse software rodar em qualquer coisa movida a eletricidade).

No fim das contas, Jobs era um tweaker (oras, basta olhar pras diversas gerações do iPhone — ou de qualquer outro produto da Apple — pra ver isso!), mas ele também era muito mais que isso: ele era um visionário, e do melhor tipo. Um visionário que ia lá e trabalhava para tornar sua visão realidade.

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