Morgan Stanley: Apple precisa firmar contratos com novas operadoras para crescer na Ásia

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Um estudo realizado pela analista Katy Huberty, da Morgan Stanley, mostrou que a Apple ainda pode crescer (e muito!) na Ásia, quando o assunto é iPhone. Nele, Huberty mostra que, quanto mais parceiras (operadoras) a Apple tiver, mais chances ela tem de vender seu smartphone.

A análise incluiu 760 operadoras em 225 países, de 2007 a 2011, e mostrou que o crescimento anual de 17% ficou bem dividido — 50% para cada lado — entre novos assinantes em uma operadora já existente e novos assinantes em uma nova operadora.

Análise - Morgan Stanley

Em 2007, o iPhone era comercializado apenas pela AT&T. Hoje, são quase 230 operadoras em 105 países. Parece muito (e é), mas se compararmos com a Research In Motion (RIM), percebemos que a Maçã ainda pode crescer bastante: a fabricante do BlackBerry tem contrato com cerca de 600 operadoras. A grande oportunidade está no mercado asiático, por dois motivos: 1. a população por lá é enorme, e 2. muitos usuários não tem acesso ao iPhone, pois suas operadoras não vendem o aparelho.

Análise - Morgan Stanley

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O estudo traz ainda uma informação importante: em se tratando de gadgets mais sofisticados, mais caros (como o iPhone) em mercados emergentes, o crescimento do número de assinantes que compram os aparelhos através de subsídios (planos pós-pagos) ultrapassou os que preferem pagar o preço total do telefone, compra esta normalmente atrelada a planos pré-pagos.

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Apesar de algumas telecoms como a O2 e a U.S. Cellular “rejeitarem” o aparelho, acredito que seja questão de tempo até a Apple firmar novos contratos com outras operadoras. Além do viés empresarial do CEO Tim Cook, sabemos que a Maçã está com os olhos virados para o mercado asiático e que não deixará a oportunidade passar.

[via Fortune Tech]

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