Apple licenciou patente de scroll elástico para Nokia e IBM, mas não teve acordo com a Samsung [atualizado]

Scroll elástico no OS X Lion - Launchpad

“You had me at scrolling”, disse um executivo de uma das parceiras da Apple ao ver o iPhone pela primeira vez. E não é à toa: com o comportamento elástico do iPhone, é possível deslizar uma lista e perceber de uma forma completamente clara que você chegou ao fim dela — se não fosse por isso, daria a sensação de que a tela sensível ao toque parou de responder. Algo similar acontece quando você tenta reduzir uma imagem até ela ficar menor que o display.

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Essa bobagem é tão importante para o feeling dos iProducts que foi levada para os Macs com o OS X Lion e está devidamente patenteada pela Maçã. Tanto é que muitos Androids usam uma luz etérea para transmitir a mesma informação.

Scroll elástico no OS X Lion - Launchpad

O scroll elástico aparece também no OS X Lion — acima, no Launchpad, por exemplo.

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Entra em cena um belo achado feito por Nilay Patel, do The Verge, em meio aos documentos do processo entre Apple e Samsung por infração de patentes: tal invento, o scroll elástico, foi licenciado a Nokia e IBM. Quer algo mais interessante ainda? Chegou a haver negociações para a Sammy ter o mesmo benefício, mas elas não foram pra frente. A licença para a empresa sul-coreana teria feito parte de um acordo para pôr fim às ações na justiça em novembro de 2010.

Isso tudo é muito revelador, mas acaba criando mais perguntas do que respostas. Por que a Samsung não aceitou o acordo e licenciou a patente? Até onde a Apple está disposta a licenciar suas invenções para outras fabricantes? Será que ainda é possível dar uma chance à paz?

Atualização

Segundo a Reuters, essa informação não foi liberada deliberadamente: foi tudo fruto de um erro de formatação corrigido pouco depois que os documentos originais foram liberados. Além desse licenciamento para Nokia e IBM (o qual a Apple provavelmente queria manter secreto por mais um bom tempo), duas declarações interessantes escapuliram: uma da Maçã, afirmando que a ameaça da Samsung é maior para outras fabricantes de Androids do que para o iPhone, e outra da Sammy, dizendo que a Apple não teria capacidade produtiva de alimentar o mercado de smartphones sozinha.

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O primeiro argumento é válido ao pensarmos que, por mais que seja o sonho dourado da sul-coreana, usuários de iPhones não mudariam para um Samsung (pense nos apps e no ecossistema!), mas ele fica um pouco fraco se imaginarmos que pessoas iniciantes no mundo dos smartphones podem escolher a Sammy em vez da Maçã. Já o segundo argumento, a juíza considerou duvidoso, por causa de provas que a Apple apresentou para mostrar que dá conta da demanda.

[via MacRumors]

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