Do fundo do baú: entrevista inédita de Steve Jobs no dia do lançamento da iTunes Store

Ícone do iTunes 4

Em 2003 a Apple abriu as portas da iTunes Music Store, com 200.000 faixas e uma proposta revolucionária para a época — algo que, quase nove anos depois, está para acontecer no Brasil. Já conhecemos muito dessa história, mas um pedacinho novo dela veio à tona hoje, neste artigo do Technologizer: uma entrevista inédita de Laura Locke com Steve Jobs nesse dia que mudou a Apple e o mundo da música.

Stevenote completa.

Apesar do sucesso do iPod, em 2003 a Maçã ainda tinha apenas uma fração do peso que ela tem hoje, então não foram muitos os que acreditaram nas chances dessa nova loja de músicas por download. Aliás, muita gente via a Apple com desconfiança por causa do slogan do iTunes, “Rip. Mix. Burn.” [vide o comercial abaixo], associado com pirataria. A primeira parte da entrevista serviu para Jobs desfazer essa imagem: para ele, essa interpretação errada, feita por pessoas mais velhas, que não tinha o hábito de criar CDs remixados.

Nas perguntas seguintes, Jobs falou um pouco sobre a integração que a iTunes Store daria à experiência de comprar, ouvir (no app iTunes e no iPod) e regravar músicas (no Mac). Ele acreditava ainda que isso seria algo tão melhor e mais fácil que piratear faixas com o Kazaa que acabaria por conquistar as pessoas, mesmo não sendo gratuito. Adicionalmente, ele ainda alfinetou os serviços de assinatura e as lojas então existentes, dizendo que as pessoas não pagavam por downloads porque a experiência era uma droga.

Por fim (e aqui é interessante poder olhar para trás), Jobs destacou o quanto a infraestrutura, os investimentos e os acordos da Apple tornaram a iTunes Store algo difícil de copiar. E, de fato, foi: até hoje, pelo que sei, a única empresa que tentou algo similar, sem muito sucesso, foi a Microsoft, com o Zune. Será que a história vai se repetir com o iCloud? O tempo dirá.

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