iPads em hospitais: será que a ideia vai mesmo pra frente?

iPad usado por um dentista

O iPad é um dos gadgets mais versáteis que já vimos, sendo amplamente usado por diversas áreas — desde companhias aéreas, passando por escolas [1, 2, 3] e chegando até mesmo a times de futebol americano. Não à toa, a Apple destaca, em seu site, algumas das diversas empresas onde o iPad é usado. Mas uma área que definitivamente merece destaque é a médica, que inclusive já comentamos aqui [a, b, c].

iPad usado por um dentista

A versatilidade do iPad é tamanha que, se analisarmos o seu uso somente dentro dos hospitais, percebemos que ele pode ser direcionado para diversos fins. E foi exatamente isso que uma matéria do Point of Sales News nos mostrou, destacando o uso do gadget em diferentes hospitais mundo afora.

No Changi General Hospital, em Singapura, tanto visitantes quanto o staff do hospital podem se localizar e traçar rotas a partir de um iPad que fica disponível em um quiosque. No Massachusetts General Hospital, em Boston, médicos acessam informações atualizadas antes e durante as visitas a pacientes. Já no Methodist Hospital, em Nova York, iPads são usados para exames de diagnósticos, incluindo eletrocardiograma (ECG).

O novo sistema tem sido adotado por enfermeiros e técnicos como uma grande economia de tempo, e provou ser uma ferramenta conveniente para médicos como ponto de acesso a todos os dados do paciente, para análises e diagnósticos.

Por outro lado, de acordo com a NPR, menos de 1% dos hospitais utilizam sistemas apropriados para tablets. Um exemplo? No Hospital de San Diego, na Universidade da Califórnia, não é incomum ver assistentes dotados de iPads para acompanhar as informações de pacientes (vendo gráficos de testes sanguíneos e raios-x). O problema é que todos esses dados são read-only, ou seja, podem apenas ser lidos no iPad, não permitindo a entrada de informações — tudo ainda precisa ser feitos por computadores beges dotados de Windows, “não compatíveis com tablets”. De acordo com Jonathan Mack, do West Wireless Health Institute, milhões já foram gastos nesses sistemas que não são compatíveis com as tablets, e esse cenário só mudará se os hospitais entenderem que esses gadgets podem, de fato, tornar as coisas mais fáceis.

Outros problemas menores, como se distanciar o suficiente para sair de redes Wi-Fi, possíveis distrações (email e Facebook estão a um app de distância) e informações confidenciais de pacientes que supostamente podem ser vistas mais facilmente são considerados fatores negativos — até mesmo o tamanho do iGadget pode ser um ponto fraco, já que ele não cabe no bolso do jaleco.

Contudo, a Apple pretende mudar esse jogo, já que um de seus empregados, Afshad Mistri, estaria focado em colocar as tablets da Maçã nas mãos de médicos — além de trabalhar com desenvolvedores para fomentar a criação de apps na área de saúde. Veremos se a ideia vai mesmo pra frente.

[via AppleInsider, SmartPlanet]

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