Novo iPad é 4G, mas só pra quem vive nos Estados Unidos ou no Canadá

Novo iPad Wi-Fi + 4G

O novo iPad oferece suporte a redes 4G, certo? Está lá, na página do produto. O problema é que, diferentemente do esperado, ele *não* utiliza a nova baseband da Qualcomm de código MDM9615, conforme informou o AnandTech. A nova tablet é equipada com o chip MDM9600 e consequentemente não suporta todas as frequências de redes LTE espalhadas pelo mundo. Assim, o novo iPad só vai se conectar a redes 4G nos Estados Unidos e no Canadá, apesar de o mesmo modelo estar em pré-venda em diversos países.

Novo iPad Wi-Fi + 4G

Nas notas de rodapé da loja online americana, a Apple diz:

O 4G LTE é suportado nas redes da AT&T e da Verizon dentro dos Estados Unidos; com as redes da Bell, Rogers e Telus no Canadá. planos de dados 4G são vendidos separadamente.

O modelo de iPad com Wi-Fi + 4G que você compra é configurado para trabalhar com uma rede de tecnologia móvel específica. Consulte a sua operadora para compatibilidade e disponibilidade de planos de dados 4G.

As bandas usadas em redes 4G dos Estados Unidos e do Canadá são as de frequência 700MHz (Verizon) e 2.100MHz (AT&T), compatíveis com os novos iPads. Já na Europa, as bandas que estão sendo anunciadas e deverão começar a funcionar ainda esse ano são 800MHz, 1.800MHz e 2.600MHz; na Ásia, 1.800MHz e 2.600MHz; enquanto que, na Austrália, apenas a de 1.800MHz — todas incompatíveis com o gadget.

Ou seja, tem gente comprando o novo iPad Wi-Fi + 4G e na verdade vai ganhar um belo de um 3G estampado na nova tela Retina — a não ser, é claro, que a Apple (junto a operadoras, como a AT&T) dêem de malandras e comecem a estampar o sinal 4G, mesmo oferecendo velocidades inferiores.

E, quando eu digo comprando, é porque está acontecendo agora, nesse momento. No Reino Unido, o tempo de entrega de um iPad já está previsto entre duas e três semanas!

Três observações, aqui:

  1. Não entendo disso, mas por que tanta confusão de espectros, bandas, frequências, etc.? Será que precisa necessariamente ser sempre assim — cada país com padrões e frequências diferentes? Não falo só deste caso, mas de vários outros como, por exemplo, TV digital. Entendo que países têm particularidades que devem ser respeitadas, mas acho que dava para criar uma coisa um pouco mais universal, para ser adaptada/replicada facilmente em outros lugares. Obviamente, isso não é papel de empresas, e sim de órgãos governamentais. Não sei se isso é possível, mas é o meu sentimento, como consumidor — é chato, por exemplo, viajar e perceber que o seu celular não funciona em outro país por restrições como essas.
  2. Por que não colocar o chip universal no novo iPad, Apple?
  3. Prevejo alguns processos (ações coletivas) contra a empresa em diversos países europeus e asiáticos.

Para nós, brasileiros, nada muda, afinal, mal temos um 3G decente no país, que dirá 4G — de acordo com a INFO, o leilão das frequências brasileiras acontecerá em abril (mês que vem). Ainda assim, pensando no futuro, a coisa também não é positiva com relação ao novo iPad: por aqui, está planejada a banda de 2.500MHz, também incompatível com ele.

Que parece ter sido uma bela mancada da Apple, parece.

[via AppleInsider]

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