Testes da PCWorld comprovam que, mais uma vez, mídia fez um exagero quanto ao “superaquecimento” do novo iPad

Temperatura de tablets

A Apple já se pronunciou para tranquilizar usuários sobre as acusações da Consumer Reports e de outros sobre o novo iPad estar esquentando demais, porém um teste completo realizado neste final de semana pela PCWorld comprovou que, mais uma vez, o que tivemos por aí foi um grande sensacionalismo da mídia.

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Veja só esta tabela:

Temperatura de tablets

Todos os valores em Fahrenheit; para converter para Celsius, basta subtrair 32 e então dividir por 1,8.

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A PCWorld colou um iPad de terceira geração, um iPad 2, um ASUS Eee Pad Transformer Prime e um Samsung Galaxy Tab 10.1 LTE num ambiente com temperatura controlada e realizou uma série de testes com eles, primeiro conectados e recarregando na tomada, depois rodando apenas na bateria. Vale observar que a do novo iPad tem uma potência de 11.666mAh, contra cerca de 7.000mAh dos concorrentes.

Conclusão: o novo iPad chega a um máximo de apenas 37,8ºC quando conectado à tomada e rodando um jogo pesado por mais de uma hora, uma diferença de apenas 3,4ºC em relação ao iPad 2, 2,8ºC em relação ao Eee Pad e de ridículos 1,1ºC quando comparado ao Galaxy Tab. Rodando apenas na bateria, a tablet da Samsung ficou até ligeiramente mais quente que o novo iPad.

Esses números também merecem um pouco de contexto: a PCWorld cita em seu artigo que um MacBook de três anos atrás chega a 42,2ºC rodando tarefas comuns, enquanto um laptop Toshiba Portege R700 atingiu 44,4ºC após meia hora de uso normal.

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Ninguém está mentindo ao afirmar que as temperaturas médias de trabalho no novo iPad são um pouco maiores que as do iPad 2, mas daí a isso ser caracterizado um problema, a ser chamado de “superaquecimento” ou e ser motivo para um consumidor desistir de comprar o produto já são outros 500. “HeatGate” encerrado, portanto?

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