Fair Labor Association libera relatório sobre as condições de trabalho na Foxconn, e diversos problemas foram encontrados

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Em 13 de janeiro, a Apple firmou uma parceria com a Fair Labor Association, a fim de vistoriar as instalações de suas parceiras de forma independente.

Um mês depois, a FLA iniciou seu trabalho, sendo a Foxconn a primeira parceira a ser auditada. Hoje, através de seu site, o órgão publicou uma série de documentos os quais dão o primeiro parecer das vistorias.

Empregados em uma linha de montagem de uma fornecedora da Apple

Confira abaixo o comunicado [grifo nosso]:

Em 13 de fevereiro, a FLA lançou uma investigação independente sobre as alegações de direitos trabalhistas na Foxconn, fornecedora da Apple na China. Assessores da FLA registraram mais de 3.000 horas de trabalho dentro das fábricas. Eles avaliaram as condições com base na observação visual e na revisão de políticas, procedimentos e documentações (folha de pagamento e registro de tempos, cronogramas de produção, registros de empregados); entrevistaram centenas de trabalhadores da Foxconn e gerentes da empresa; e realizou uma pesquisa de percepção anônima de trabalho com 35.500 empregados da Foxconn, selecionados ao acaso — fornecendo uma compreensão profunda das condições de trabalho, particularmente durante o pico de produção dos produtos da Apple. A FLA encontrou horas extras excessivas e problemas com a remuneração dessas horas extras; diversos problemas de saúde e riscos de segurança; e falhas de comunicação cruciais as quais levaram a um sentimento generalizado de condições inseguras de trabalho entre os empregados.

Como podemos ver, embora o presidente dó orgão tenha inicialmente dito que as instalações da Foxconn “eram de primeira classe”, muitos problemas foram encontrados. O problema mais grave (ou mais reincidente) parecem ser as horas extras, as quais a Apple já informou que estão melhorando — mesmo com alguns empregados não gostando muito disso.

A parte boa dessa história é que tanto a Apple quanto a Foxconn se comprometeram em corrigir as falhas até 2013, ou seja, elas têm praticamente oito meses para resolver tudo isso.

[via The Verge]

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