Apple quer ir a julgamento em caso no qual é acusada de conspiração em ebooks

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O Departamento de Justiça (Department of Justice) dos Estados Unidos processou a Apple e cinco editoras, acusando as empresas de conspiração na fixação de preços de ebooks (ou seja, cartel). Embora três delas tenham feito um acordo com o DoJ, a Apple se recusou; além disso, a Maçã rebateu a acusação do governo americano, afirmando inclusive que quebrou o monopólio da Amazon no segmento.

Especialistas dizem que a empresa tem grandes chances de sair vitoriosa na disputa e, segundo informa a Reuters, parece que este também é o pensamento dos advogados da Apple, os quais declararam que a firma quer ir a julgamento para se defender das alegações.

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“Nós queremos que o caso seja decidido no mérito. Acreditamos que este não é um caso apropriado contra nós e gostaríamos de validar isso”, disse Daniel Floyd, advogado da Apple, à juíza Denise Cote, responsável pelo caso — uma nova audiência está marcada para 22 de junho.

Em uma nota relacionada, o The Globe and Mail informa que a disputa já chegou também ao Canadá, através de uma ação coletiva movida pela firma Camp Fiorante Matthews Mogerman. Tanto a Apple quando as editoras Hachette Book, HarperCollins, Holtzbrinck, Macmillan, Penguin, Simon & Schuster e suas subsidiárias canadenses fazem parte do processo — lembrando que a Australian Competition and Consumer Commission (ACCC) planeja processar a Apple pelo mesmo motivo.

Numa outra nota, a Comissão Europeia, que estava realizando a sua própria investigação, afirmou que recebeu propostas de acordo da Apple, da Hachette Book, da Macmillan e da Simon & Schuster, o que ao meu ver é estranho — por que negar a acusação nos EUA e entrar em acordo na Europa? Enfim, como essa não é a minha área, prefiro pedir ajuda aos universitários leitores. 😉

[via The Loop, MacNews, Ars Technica]

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