Brincando de música com o aplicativo Figure para iPhones/iPods touch

Ícone do app Figure

por Frederico Cruz, ou Fredj

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Fui convidado pelo meu amigo e editor do MacMagazine, Eduardo Marques, a testar o Figure, um recém-lançado aplicativo da Propellerhead o qual promete tornar a produção musical acessível a qualquer usuário de iGadgets. “Tá bom, mas você é o famoso quem?”, você pergunta. E eu digo: ninguém, apenas um publicitário aspirante a DJ — e, hoje em dia, quem não é? — nas escassas horas vagas. Perfeito, afinal, é a isso que o aplicativo se propõe: ocupar qualquer curto espaço de tempo ocioso com música, exigindo bem pouco da sua perícia instrumental e muito mais de sua criatividade e improviso.

Com uma sinopse dessas, pode-se dizer que o Figure foi feito para mim. E, portanto, confesso que gostei bastante. O caminho para o trabalho ou a fila do banco tem sido um constante convite a colocar o fone e começar a brincar. Digo brincar porque realmente acredito que essa foi a proposta dos criadores. De interface simples e intuitiva, o aplicativo é, de fato, uma maneira interessante de se encarar a música: como um passatempo, um jogo. Até o visual com um design retrô, em 2D, passa um pouco essa impressão.

Figure

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São três canais com galerias de sons pré-carregados: a bateria, o baixo e o que eles chamam de lead. É possível transitar entre esses painéis rapidamente e alterá-los sem interferir na performance ao vivo. Aliás, todas as funções foram desenvolvidas para que você tenha acesso fácil à escala tonal de cada som e construa a sua melodia enquanto a música toca. Basicamente é isso: você aperta o REC no topo da tela e define um loop. A partir daí, é só dar play e transformar essa sequência-base continuamente. Tudo tem uma cadência determinada e, portanto, é difícil errar ou tocar fora de compasso. Então você continua o tempo que quiser.

A limitação de trabalhar com apenas três canais é atenuada com o bom acervo de sons e uma aba extra que fornece opções de personalização de timbres, filtros e efeitos. Quando combinados, eles até conseguem oferecer um bom aperitivo do que se pode criar em música eletrônica. Os pads (retângulos onde são produzidos os sons) podem ser visualizados horizontal ou verticalmente (em tela cheia). O que é ótimo, já que o som varia de acordo com a área que você encosta. Mas não entrarei em mais detalhes sobre cada função por dois motivos: primeiro, porque isso não é um tutorial; segundo, porque o mais legal é ir fuçando como os botões podem alterar o resultado do som que está sendo produzido. A graça é essa, mesmo.
 
A minha grande decepção — e acredito que será a de muitos — foi perceber que não é possível gravar a sua composição — nem ao menos salvar mais de um loop para dar o play posteriormente. Aposto que os desenvolvedores têm um ótimo motivo pra não ter liberado essa opção. Só podem ter, porque soa bem óbvio. De qualquer maneira, é mais um indicativo que o pessoal da Propellerhead restringiu o aplicativo a um simples jogo, um áudio-game.

Uma perspectiva mais ambiciosa encararia o aplicativo como uma plataforma para produção musical — um tanto restrita, mas poderosa no quesito comercial. Havendo a opção de exportar, as composições poderiam ser manipuladas em programas de edição como o Ableton Live, alterando timbres e tons de uma forma mais profissional ou até mesmo adicionando vocais. Enfim, todas as infinitas possibilidades que a música oferece. E mais: uma opção de importar seus próprios sons para tocá-los no Figure seria uma proposta ainda mais interessante, mas acredito que ainda estão longe disso. Espero, no mínimo, que as atualizações venham rápido e tragam novos pacotes de baterias, baixos e leads. Senão, é difícil prever o quanto a brincadeira continuará interessante.

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Fiz um vídeo-demonstração rápido e de qualidade duvidosa:

Se, apesar dele, você ficou com vontade de testar o brinquedinho, o Figure está à venda por apenas US$1 na App Store [9,5MB; requer o iOS 5.0 ou superior de iPhones/iPods touch]. Faça bom proveito! 😉

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