A relação das crianças com iGadgets

Criança "comendo" um iPad

Dificilmente uma criança bem nova consegue usar um computador, seja ele Mac ou PC. A “complexidade” da interface gráfica, o controle do mouse… tudo isso ainda é estranho para mãos e dedos — e (por que não?) cérebros — tão pequenos. Mas com o iPad… bem, com o iPad (leia-se aparelhos com touchscreens) a coisa muda.

Quem já teve a oportunidade de ver uma criança brincando com o iPad normalmente fica chocado com a capacidade dos pequenos de entender rapidamente o funcionamento dele. Só que isso está levantando algumas suspeitas: será que esses gadgets, em idades tão novas, fazem bem para o desenvolvimento da criança?

Criança "comendo" um iPad

De acordo com uma matéria do WSJ, pesquisadores dizem que demora, em média, de três a cinco anos para que estudos desse tipo sejam concluídos — como o iPad foi lançado há dois anos, então, faça as contas. Contudo, algumas pesquisas, as quais compararam o uso do iPad com o “uso” de uma TV — ambos servem para distrair crianças —, o novo gadget está se saindo bem melhor. Isso porque é complicado focar em uma televisão, pois é difícil saber para onde olhar — normalmente as crianças desviam o olhar 150 vezes por hora.

Já em um iPad, utilizando aplicativos específicos, elas ficam muito mais engajadas, olhando para o mesmo lugar que estão encostando. E o resultado disso, por enquanto, é positivo. Uma pesquisa feita com crianças entre 4 e 7 anos, com iPods touch, mostrou uma melhora no aprendizado de 27%; já outro estudo, com crianças de 3 anos, apontou uma melhora de 17%.

Mas nem tudo são flores, já que os pais ficam preocupados com a parte social e com um possível sedentarismo. Além disso, ninguém sabe ao certo o que acontece com o cérebro das crianças quando elas estão utilizando devices como esses, já que com as TVs, por exemplo, elas podem desenvolver um futuro problema de falta de atenção.

Muitos acham que iPads podem ser equivalentes a brinquedos como LEGO, já que também servem para distrair. O problema, de acordo com Sandra Calvert, professora da Universidade de Georgetown, é que no LEGO a criança diz quando a brincadeira termina; já no iPad, é o inverso: o app é quem determina isso.

Levando em conta que — segundo uma pesquisa americana do Common Sense Media — 39% das crianças entre 2 e 4 anos e 59% entre 5 e 8 já usaram um iPad, sem dúvida seria interessante sabermos se o gadget é “saudável” para as crianças o quanto antes — embora eu ache muito complicado impedir que elas utilizem os brinquedinhos dos pais. 😛

[via TUAW]

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