Opinião: por que o MacBook Pro com tela Retina é uma ótima máquina, mas peca pelo nome

Mac Pro visto de lado

Agora que a “euforia” passou e a poeira baixou, que tal analisar as novidades da WWDC 2012? Particularmente, a que mais me chamou a atenção — eu já inclusive votei na pesquisa, e você? — foi o MacBook Pro com tela Retina.

Infelizmente ainda não tive a chance de pôr as mãos nele, mas sem dúvida nenhuma trata-se de uma senhora máquina! Se pegarmos o modelo MC976LL, ele definitivamente tem uma configuração digna de profissional. Mas, então, porque seu “conceito” está errado? Para explicar melhor, peguemos o Mac Pro como exemplo.

Mac Pro visto de lado

Apesar de “abandonado” pela Apple — a Maçã disse que teremos novidades relacionadas a ele apenas em 2013 —, o Mac Pro é o exemplo perfeito de uma máquina profissional: além de contar com especificações dignas do nome, ele é completamente personalizável/expansível, características primordiais para um profissional.

Suponhamos que uma pessoa que trabalha com edição de vídeos resolveu comprar um Mac Pro para trabalhar. Para não gastar muito dinheiro assim, de uma vez só, ela foi lá e comprou a versão Quad-Core básica, sem customizar, pagando R$9.800.

A máquina atende perfeitamente nos primeiros meses e para os freelas iniciais, até que essa pessoa fecha um contrato superbacana! Só que ela terá que editar muita coisa pesada em um espaço de tempo curto. O que ela faz? Compra mais 8GB de RAM, mais dois HDD de 1TB, mais uma placa ATI Radeon HD 5770 de 1GB e dá uma bela turbinada na máquina! Perfeito, não? Pelo menos eu acho. Quando digo perfeito, não me refiro às especificações, mas sim ao conceito de um profissional poder melhorar as características de sua ferramenta quando bem entender, quando precisar — sem precisar comprar um computador novo.

MacBook Pro com tela Retina rodando Final Cut Pro X

Como disse, o novo MacBook Pro (Retina) é uma senhora máquina, mas peca pelo nome. Na minha visão, ele está longe do conceito profissional que a Apple inclusive utiliza em seu modelo “profissional” de verdade. Claro que todo mundo quer um notebook leve e fino, mas essas são características secundárias para um profissional. Para quem busca isso, a Apple já oferece um ótimo produto: o MacBook Air!

Ao meu ver, um notebook profissional precisa ser poderoso e, ao mesmo tempo, personalizável/expansível. É claro que não dá para ser como o Mac Pro, mas também não dá para ser como o Air. Existe um meio termo, e definitivamente ele não se enquadra na próxima geração do MacBook Pro. Armazenamento flash e RAM soldada na placa, não são, nem de longe, características agradáveis para um profissional. Eu não acho que um profissional abre mão disso para ganhar ~500gr no peso e ~0,6cm de espessura. Levando em conta o cenário descrito por mim anteriormente, ele não atende.

Interior do MacBook Pro com tela Retina

Na minha visão, um MacBook Pro deveria possibilitar troca da RAM, do SSD e da bateria — sim, não é o fim do mundo, para a Apple, projetar um computador com uma bateria removível, ainda que sua linha doméstica não seja (e não precise ser) assim. Levando em conta essas características, a linha ideal de notebooks da Apple, para mim, seria assim:

  • MacBook Air: 11″ e 13″ — mesmas características atuais.
  • MacBook: 13″ e 15″ — mesmas características do MacBook Pro com tela Retina.
  • MacBook Pro: 15″ e 17″ — tela Retina, SSD expansível, RAM expansível e bateria removível.
  • Observação: todos os modelos teriam tela Retina, é claro! 😉

“Ah, mas a Apple já matou o MacBook!” Sim, e daí? Traz de volta! Nós não temos três linhas de desktops (Mac mini, iMac e Mac Pro, sendo duas domésticas e uma profissional)? Qual o problema de termos o mesmo, na linha de notebooks? Só assim teríamos um notebook profissional de verdade.

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