Dica de leitura: Steve Jobs e a regra do número 3

Três logos da Apple com a silhueta de Steve Jobs

Ao escrever a declaração de independência dos Estados Unidos, Thomas Jefferson escolheu três palavras/sentenças as quais se tornaram provavelmente as mais marcantes e influenciadoras da história americana: vida, liberdade e busca da felicidade. O lema da França, por exemplo, é liberté, égalité e fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade).

De acordo com estudos, nós (seres humanos) conseguimos memorizar facilmente informações curtas — em caso de números, por exemplo, a quantidade mágica gira em torno de três ou quatro. Em aeroportos americanos, é comum vermos três regras da TSA (Transportation Security Administration): 1. mostre uma identificação de embarque; 2. tire líquidos e notebooks de bolsas; e 3. tire sapatos e jaquetas. Grandes discursos são frequentemente divididos em três temas, peças são divididas em três atos, e a mesma técnica se aplica a apresentações convincentes.

Três logos da Apple com a silhueta de Steve Jobs

Por que estamos falando disso? Pois um velho conhecido nosso utilizava essa técnica muito bem: Steve Jobs. Em quase todas as apresentações do confundador e ex-CEO da Apple, o número mágico estava presente. Quer exemplos? Em 2007, na keynote do iPhone, o produto seria a terceira categoria revolucionada pela Apple (antes foram a de computadores e de músicas). Na mesma apresentação, ele mostraria três “produtos revolucionários” (um iPod, um telefone e um comunicador de internet) — tudo em um único aparelho. 😛

Quando apresentou o iPad, o novo gadget chegou para ser uma terceira categoria, entre o iPhone (smartphones) e MacBooks (notebooks). O número de modelos disponíveis? Três: 16GB, 32GB e 64GB. Já em 2011, o slogan utilizado para enaltecer as qualidades do iPad 2 foram: fino, leve e rápido (thinner, lighter, and faster).

Coincidência? Duvido. Realmente o número 3 é mágico, e não custa prestarmos mais atenção ao uso dele, daqui pra frente. Caso tenha ficado interessado no assunto, não deixe de ler o artigo Carmine Gallo, na Forbes.

Observação: acho que é por isso que o Brasil “ainda não deu certo”. Só temos ordem e progresso na nossa bandeira. Está na hora de encaixar uma terceira palavra ali. 😛

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