Em julgamento, Samsung é acusada de copiar deliberadamente o iPhone e diz que aparelho serviu “apenas de inspiração”

Slide da apresentação do advogado da Apple com aparelhos da Samsung

O segundo dia do julgamento entre Apple e Samsung começou com tudo [veja como foi o primeiro dia]. Harold McElhinny, advogado da Maçã, acusou a Samsung de copiar deliberadamente o iPhone. Até aí nenhuma novidade, já que o processo começou exatamente por isso: cópias. Mas McElhinny não se limitou a palavras e apresentou também alguns slides os quais mostraram designs de alguns telefones da Samsung antes e depois da chegada do iPhone ao mercado.

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Slide da apresentação do advogado da Apple com aparelhos da Samsung

A questão-chave é entender como a Samsung passou de telefones antigos para esses telefones. Como todos nós sabemos, é mais fácil copiar do que inovar […].

McElhinny continuou, mostrando documentos de análise da sul-coreana que apontavam o iPhone como um aparelho “fácil de copiar”, além de um outro que comenta a “crise de design” em que a Samsung foi submetida depois da aparição do iPhone.

Charlie Verhoeven, advogado da Samsung, respondeu dizendo que a Apple não inventou a forma retangular, e que seus produtos não são uma cópia do iPhone. Porém, o aparelho da Apple serviu, sim, como inspiração. “O iPhone foi um produto inspirador para todos. Ser inspirado por um produto é chamado de competição, e não de cópia.”

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Abaixo, algumas curiosidades:

  • Antes de a disputa começar, todos foram “forçados” a assistir ao vídeo [acima], que explica como funciona o sistema de patentes.
  • Chris Stringer, designer industrial da Apple, que trabalha na empresa desde 1995, testemunhou na audiência de hoje. Entre outras coisas, ele disse que um time de cerca de 15 pessoas é responsável por imaginar todos essas maravilhas tecnológicas com a marca da Maçã, desde MacBooks Pro até iPhones. E tudo isso acontece em uma “mesa de cozinha”.
  • Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing da Apple, também testemunhou falando sobre o processo criativo da empresa e evidenciando que ela não busca criar produtos em cima de pesquisas de mercado ou algo parecido.
  • A juíza Lucy Koh (e os advogados da Apple) ficou furiosa em saber que a Samsung vazou evidências não autorizadas do julgamento para a imprensa — a sul-coreana soltou para alguns veículos que apresentaria “provas” de que a Apple teria copiado ideias da Sony para seu iPhone, mas que Koh não aceitou o pedido. Ao saber do caso, a juíza quis entender quem vazou as informações, chamando um dos advogados da Samsung para um papo — contudo, ele não estava mais no local.

[via Reuters, AllThingsD, AppleInsider, iDownloadBlog]

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