Apple mais uma vez rebate acusações do DoJ e diz que acordo sugerido é injusto

Departamento de Justiça dos Estados Unidos

No mês passado falamos que, mesmo com muita gente contra — incluindo o senador americano Charles Schumer —, o Departamento de Justiça do Estados Unidos (Department of Justice, ou DoJ) não desistirá do processo contra Apple. Nesta semana a empresa respondeu, através de um novo memorando apresentado ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York.

Primeiro, a Maçã torceu o nariz para o acordo realizado entre o DoJ e três (Hachette Book Group, HarperCollins Publishers e Simon & Schuster) das cinco editoras que também fazem parte do processo. Segundo a empresa, isso fará com que os atuais contratos tenham que ser reescritos — além de impedir, pelos próximos dois anos, que as empresas envolvidas firmem contratos que contenham restrições de preços e/ou mecanismos de compromissos.

O problema é que o caso ainda não foi julgado — exatamente o que a companhia quer, confiando poder provar que não participou de fixação de preços no mercado de ebooks. Para completar, os advogados da empresa afirmaram que a Amazon.com é a monopolista da indústria, e que ela estaria fazendo bastante pressão para a investigação continuar.

De acordo com o documento, a Amazon conversou com o governo repetidas vezes ao longo da investigação, realizando até mesmo uma reunião de dois dias em sua sede, na cidade de Seattle (EUA). Cerca de 14 empregados da gigante de comércio eletrônico participaram das conversas. Além disso, o governo estaria beneficiando a empresa — ela teria que entregar “apenas” cerca de 4.500 documentos, uma pequena fração do que foi exigido para outras, como Apple.

[via Ars Technica]

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