Por que mesmo com incentivos fiscais os preços de iPads continuam iguais?

iPads de terceira geração com a bandeira do Brasil

Depois que a Foxconn abriu uma unidade no Brasil e começou a produzir iGadgets tupiniquins — eles já estão inclusive circulando por aí —, todos nós pensamos que, finalmente, poderíamos ter preços mais baixos de iPads e iPhones em terras nacionais.

Fazia sentido, afinal, a produção de iPads conta com vários incentivos fiscais, e a de iPhones poderá receber o mesmo muito em breve. Além disso, o ministro Aloizio Mercadante elevou nossa expectativa lá pra cima com todo o fala-fala em torno da produção de iGadgets no Brasil e de reduções de preços na casa dos 30%. O problema é que o tempo passou e nada mudou. Muita gente reclamou nos comentários de diversos artigos nossos, e vários tópicos no Fórum (como este) foram criados para debater o assunto. O que aconteceu de errado, então?

iPads de terceira geração com a bandeira do Brasil

Simples. De acordo com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a lei *não* prevê que empresas as quais recebem os incentivos fiscais repassem os descontos a consumidores. Hoje, Apple/Foxconn recebem incentivos da Lei de Informática (nº 8.248) e da Lei do Bem (nº 11.196), contudo a contrapartida acordada com o governo envolve a utilização de ao menos 20% de conteúdo local nas operações brasileiras, bem como o comprometimento de investir no país e gerar empregos.

Que fique esclarecido: por mais que a gente queira e reclame, a Apple não tem obrigação nenhuma de reduzir os preços de iPads — e de iPhones, se eles também receberem benefícios fiscais — para consumidores finais, mesmo isso indo de encontro a promessas passadas do governo e de seus representantes. Uma pena.

[via EXAME.com]

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