Na Califórnia, juíza investigará denúncias feitas pela Samsung; Apple pagará custas judiciais do processo britânico

Logo - Apple e Samsung

Em 6 de dezembro acontecerá uma nova etapa do julgamento californiano entre Apple e Samsung — caso não lembre/saiba do que estamos falando, sugiro a leitura deste artigo. Nela, será decidido se a indenização paga pela Samsung será mesmo de cerca de US$1 bilhão, quais produtos da sul-coreana poderão ser banidos, entre outras coisas.

Logo após o veredito, a Samsung reclamou da conduta de Velvin Hogan, presidente do júri. A empresa alegou que ele escondeu que foi processado pela Seagate em 1993, empresa na qual ele trabalhou. Uma das consequências desse processo foi a falência de Hogan e por isso a Samsung — que é acionista da Seagate — acha que tais acontecimentos podem ter influenciado a decisão dele no julgamento entre Apple e Samsung. Além disso, a empresa asiática também afirmou que a advogada que representou a Seagate contra Hogan é casada com outro advogado que trabalha para a Urquhart & Sullivan, empresa que representa a Samsung no caso da Apple e que isso também poderia ser um motivo para o julgamento de Hogan favorável à Maçã.

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Obviamente a empresa de Tim Cook rebateu isso tudo, mas a juíza Lucy Koh está disposta a entender melhor essa história toda e vai ouvir o que a Samsung tem para dizer na audiência do dia 6/12.

Numa nota relacionada, o Groklaw informou que a disputa entre as empresas no Reino Unido ainda está dando o que falar. Depois de corrigir a mensagem publicada em seu site, a Apple foi ordenada pelo Tribunal de Apelação da Inglaterra e do País de Gales a pagar todas as custas judiciais da defesa da Samsung, sendo que prevalecerá o lado da sul-coreana caso exista divergência nos valores.

O tribunal não está nada contente com as atitudes da Apple e acusou a Maçã de publicar uma mensagem enganosa em seu site ao mencionar outros casos entre as empresas fora do Reino Unido. Fazendo isso, a firma de Cupertino tentou desfigurar a decisão do tribunal, o que mexeu com o brio dos judiciários.

[via The Register, CNET News, The Verge]

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