Review: MacBook Pro de 15 polegadas com tela Retina

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

Há alguns meses a Apple atualizou sua família de notebooks, a qual passou a contar com a nova geração de MacBooks Pro com tela Retina. Além de receber um restruturamento interno, ele passou também por melhorias estéticas.

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MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

Vamos conhecê-lo mais de perto? 🙂

Design

Quando visto por fotos, o novo MBP assemelha-se bastante à sua geração anterior, no entanto é claramente mais fino. Mas nenhuma imagem consegue pôr em constraste a diferença de espessura entre as gerações e as expectativas são totalmente superadas no encontro ao vivo com a máquina. Apesar de ter sua altura fixa — o que não acontece no MacBook Air, que varia entre as pontas —, é nítida a diferença, e muito agradável também.

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

iPhone 4S vs. MacBook Pro com tela Retina

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Em números, o novo computador ficou 25% mais fino — de 2,41cm para 1,8cm —, 20% mais leve — de 2,56kg para 2kg — e 40% menos volumoso.

Tela

É difícil começar a falar do Mac sem uma análise sobre a tela, e ela é incrível. Não é apenas sobre seus pixels, a qualidade é impressionante: a tecnologia IPS que permite uma visão clara sob qualquer ângulo, a camada anti-reflexo e o constraste de cores, unidos aos 220 pixels polegadas, tornam a experiência grandiosa.

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

A resolução de 2880×1800 [em escala de 1920×1200] pixels é bem satisfatória, principalmente agora que contamos com uma ampla grade de aplicativos — profissionais e domésticos — já otimizados para o novo display.

Portas

Nem tudo são flores: apesar de terem atualizado as USBs para a interface 3.0, apenas duas em um computador profissional é algo realmente que não dá para entender. Porém, de forma geral, a Apple conseguiu agradar gregos e troianos com as E/S do novo MacBook: um slot para cartão, uma saída HDMI, duas portas Thunderbolt e duas USB 3.0.

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

As portas Thunderbolt são muito boas — adaptáveis e de altíssima velocidade — , porém ainda meio inúteis: sua grade de acessórios continua muito limitada e cara, mas isso pode mudar no ano que vem.

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond

A saída da porta Gigabit Ethernet pode ser um ponto negativo, até porque o adaptador ainda custa entre R$80 (USB) ou R$100 (Thunderbolt), já o abandono do FireWire é uma mudança que afetará uma fatia muito pequena dos usuários.

Uma outra novidade também foi a troca do MagSafe para o MagSafe 2, tornando-o mais fino e ressuscitando o padrão T — mais seguro que o formato de L do conector antigo. Não sei vocês, mas eu curti muito a troca.

Teclado

Um dos features mais legais dos MacBooks é o teclado retroilumado, que auxilia o trabalho em ambientes com baixa luminosidade, isso sem falar no fator estético, já que traz consigo um tom de elegância bem legal. Em relação às versões anteriores dos MBPs, percebi um leve aumento na resistência dos pontos de luz LED: nas versões anteriores, após algumas semanas de utilização eles começavam a ficar com falhas ou irregulares, o que me incomodava [sim, sou muito chato]; isso felizmente não acontece mais.

Áudio

Os melhores alto-falantes que já colocamos em um desktop ou em um notebook.

Com certeza se referiam à qualidade de som que os speakers do MBP são capazes que reproduzir, e não à altura de volume alcançada. O som do computador é extremamente limpo e nítido, músicas em alta definição — tal como as compradas na iTunes Store — são excelentes exemplos disso.

Já em relação aos microfones, é usada a tecnologia de múltiplos captadores (também presente no novo iMac e no iPhone 5): um dos microfones recolhe o áudio [A] e outro os ruídos [R]; o processador de som então retira o [R] do [A], reduzindo barulhos inconvenientes e aumentando a qualidade do áudio gravado ou transmitido.

Desempenho

Aqui, falemos de três aspectos diferentes:

  • Processador: o novo MBP recebeu os novos processadores “Ivy Bridge” da Intel, sendo todos i7 quad-core. Embora o seu clock já seja razoável na versão básica (2,3GHz com Turbo Boost para até 3,3GHz), é possível configurá-lo com até 2,7GHz com Turbo Boost de 3,7GHz. Combinando os novos processadores com os 8GB de RAM padrão (configuráveis para 16GB), o novo MBP apresenta uma performance excepcional, realizando tranquilamente múltiplas tarefas simultâneas.
  • Placa gráfica: com a adoção dos processadores i7, a placa gráfica padrão continua sendo a Intel HD Graphics 4000, unida ao processador gráfico NVIDIA GeForce GT 650M, que tem como alicerce a avançada arquitetura Kepler com 1GB de memória dedicada de vídeo. Em nossos testes com o jogo Diablo 3, o software gráfico Adobe Photoshop e o editor de vídeo Final Cut Pro, todos funcionaram perfeitamente, sem engasgar e sem demora para iniciar.

Para finalizar, os testes do Geekbench confirmaram as expectativas, a nova geração de MacBooks Pro é uma senhora máquina:

Geekbench no MacBook Pro Retina

A pontuação de 12.985 pode ser entendida em contexto nesta página de resultados.

Recursos

Entre muitas as novidades no MBP, ressaltamos algumas que mostraram um desempenho ainda maior do que em outros Macs com as mesmas novidades:

  • Espelhamento: neste caso, o MBP suporta até quatro monitores simultaneamente, sendo dois via Thunderbolt, um via AirPlay e outro via HDMI — sem nenhum delay ou baixa performance.
  • Ditado: pondo o MBP lado a lado com um iPhone 4S, o reconhecimento e a velocidade no computador são superiores, enquanto ao lado de um iPhone 5 a velocidade se torna maior no smartphone. Quanto o reconhecimento de cada palavra, eles são idênticos. Os MBPs antigos apresentaram o mesmo resultado do iPhone 4S.
  • Troca automática entre placas gráficas: assim como o Turbo Boost, é possível ativar a função em que a placa gráfica mais parruda (NVIDIA) só seja ativada quando o computador entrar em uma atividade de alto desempenho, recurso esse planejado para aumentar o ciclo de carga da bateria.

Bateria

Mesmo com o aumento significativo de performance e a redução drástica de dimensões, a autonomia da bateria permanece a mesma prometida: 7 horas de duração. Realizamos alguns testes para confirmar — ou não — a promessa da Maçã.

  • Carregamento completo com a máquina desligada: 1 hora e 28 minutos, carregado sem extensor.
  • Carregamento completo com a máquina em uso: 2 horas e 16 minutos, carregado sem extensor.

Em um teste com as duas GPUs ativadas, brilho de tela e retroiluminação no máximo, e o recurso “Buscar meu Mac” ativado, chegamos a 3 horas e 36 minutos de uso. Já ativando a troca automática de GPU e colocando tanto o brilho quanto a retroiluminação em um nível médio, atingimos 7 horas e 29 minutos de uso.

Sendo assim, sob baixa ou média performance, o novo MBP supera o prometido e alcança uma autonomia maior do que 7 horas de bateria.

Reparos e upgrade

Para os que amam fazer tours pelas máquinas, trocando algum elemento por outro ou fazendo upgrade no hardware, o novo MBP é uma péssima escolha, já que não é possível fazer nada disso, a não ser no ato da encomenda. Eu sou contra esses tipos de passeios por dentro dos computadores, ainda mais considerando que a configuração inicial atende perfeitamente às minhas necessidades.

O único problema seriam, nesse caso, os possíveis reparos: enquanto dentro da garantia, excelente, qualquer defeito eles têm que trocar a máquina toda; mas caso ela já tenha expirado, um simples problema pode acarretar na perda do notebook ou em custos elevadíssimos.

Considerações finais

O novo MacBook Pro possui uma performance impressionante para atividades do dia-a-dia e profissionais; é a melhor escolha, de longe, para quem visa desempenho e portabilidade.

MacBook Pro com tela Retina - por Thiago Drummond


✔ PRÓS

  • Leve e fino.
  • Alta performance.
  • Tela Retina.
✘ CONTRAS

  • Baixa possibilidade de reparo.
  • Poucas portas USB.
  • Altos custos.

O computador deixou de ser um artigo de luxo e estética, uniu o melhor do MacBook Air e o melhor do Pro, nascendo o “MacBook Retina” [hehe]. Aos que já tiveram a oportunidade de testá-lo, não deixem de compartilhar suas opiniões e avaliações no espaço de comentários abaixo! 😉

No Brasil, a linha de MacBooks Pro com telas Retina custa a partir de R$7.000.

Minha nota: 4/5 ★ ★ ★ ★

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