A partir de hoje, 26/1, o desbloqueio de celulares passa a ser ilegal nos Estados Unidos

iPhone desbloqueado

Primeiro, uma breve explicação: não confunda jailbreak com desbloqueio (unlock). O jailbreak visa a liberar o seu iPhone das amarras da Apple, dando a possibilidade de você modificar praticamente o que quiser (instalar diversos tweaks os quais mudam o visual do iOS, implementam funcionalidades como o bloqueio de chamadas, etc.). Já o desbloqueio permite que você utilize o seu iPhone com a operadora que desejar — e é esse o tema comentado no post a seguir.

iPhone desbloqueado

Desde que o iPhone foi lançado nos Estados Unidos, originalmente em parceria com a operadora Cingular (AT&T), vários hackers trabalharam para conseguir desbloquear o aparelho. Isso permitiu que muitos usuários conseguissem utilizar o iPhone em outros países, o que a princípio só era possível em terras americanas.

Com o passar do tempo e com o advento das novas gerações de iPhones (3G, 3GS, etc.), uma ferramenta chamou a atenção pela simplicidade com que fazia o processo de desbloqueio. Falo do lendário ultrasn0w. Mas, como tudo o que é bom dura pouco, a ferramenta deixou de ser compatível com os iPhones de gerações seguintes, e nisso vieram os GEVEYs da vida.

Só que infelizmente, hoje, nos EUA, a prática do desbloqueio para celulares/smartphones passa a ser uma atividade ilegal. Segundo o TechNewsDaily.com, o congresso americano acha que atualmente muitas operadoras oferecem aparelhos desbloqueados e, na teoria, isto não justifica mais os métodos não-oficiais.

Sabemos que os iPhones vendidos desbloqueados de fábrica nos EUA são mais caros, o que é natural. Ainda segundo o congresso, quando o plano de fidelidade termina, o usuário pode pedir o desbloqueio oficial, mas nada impede que, por exemplo, a operadora ignore a lei e dificulte ou até não permita o desbloqueio, prática que a japonesa SoftBank adota. Ou seja, mesmo que você pague tudo direito (multa por rescisão de contrato, quite o restante das parcelas ou pior: compre a vista o aparelho) ela não garante o funcionamento do iPhone no Brasil, coisa que eu acho um verdadeiro absurdo.

Cheguei até a entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da SoftBank, aqui no Japão. Fui atendido por uma intérprete e pedi explicações, o que não aconteceu. E para piorar, ela confirmou que mesmo quitando tudo, a SoftBank não garante o funcionamento do aparelho no Brasil. Confesso que fiquei pasmo. Tal atitude talvez seja uma represália de um movimento que infelizmente aconteceu no passado. Muitos brasileiros, em época de crise econômica, foram embora do Japão devendo parcelas/contas, o que deve ter gerado muito calote para a SoftBank. Consequência: como o japonês generaliza muito, por causa de alguns, todos pagamos o pato.

É lógico que é muito mais vantajoso e cômodo adquirir um iPhone desbloqueado de fábrica, para poder atualizá-lo a qualquer hora, trocar de chip quando quiser, sem ter dores de cabeça. Mas tal comodidade tem seu preço, e alguns não estão dispostos a pagar.

Voltando ao assunto principal do post, o aviso vale para aqueles que viajam para os EUA ou até mesmo compram um iPhone bloqueado (mais barato) pelo MercadoLivre, por exemplo, para depois tentar desbloqueá-lo com uma ferramenta qualquer. A nossa recomendação continua a mesma de antes: compre apenas aparelhos desbloqueados de fábrica. A Apple os comercializa em diversos países como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Hong Kong e os próprios Estados Unidos.

De uma coisa nós, brasileiros, não podemos reclamar: mesmo com os preços altos e com os baixos estoques, já faz tempo que é lei a venda de iPhones desbloqueados, independentemente de adquirirmos um plano de fidelidade.

[via AppAdvice]

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