Apple, Microsoft e Adobe tentam explicar por que seus preços são mais caros na Austrália do que nos Estados Unidos

Apple Store, Perth City

Não é de hoje que a discussão envolvendo preços de produtos/softwares de empresas como Apple, Microsoft e Adobe são questionados. E não, isso não acontece apenas no Brasil. Conforme já falamos, na Austrália o governo resolveu intervir e questionou essas empresas, exigindo uma explicação sobre o por que dos valores mais altos cobrados lá — em comparação a outros mercados, como o americano.

Apple Store, Perth City

Apple Store, Perth City, na Austrália.

Os preços dos produtos vendidos por elas lá na terra do canguru são, em média, 50% mais caros do que os praticados nos Estados Unidos — ainda assim, menores que os praticados no Brasil. Conforme a Reuters informou, nem todas as respostas são satisfatórias, mas pelo menos para algumas indagações eles tinham algo concreto a dizer.

Falando da Apple, ela se defendeu afirmando que alguns de seus produtos estão com preços semelhantes aos praticados nos EUA. Já com relação às diferenças de preços encontrados na iTunes Store, a justificativa da empresa é que detentores de direitos autorais é quem determinam os valores a serem cobrados — dependendo do país onde o conteúdo é oferecido.

A Microsoft afirmou que os preços são definidos de acordo com o mercado/concorrência local. Porém, a companhia se recusou a comentar um caso em particular no qual australianos têm que pagar quase o dobro que os americanos por um pacote de softwares. Para a gigante de Redmond, os consumidores dirão se o preço é justo, comprando ou não o produto.

A Adobe explicou que os consumidores são, sim, forcados a comprar os softwares da empresa pelo site australiano, que geralmente é 167% mais caro do que o americano. As explicações para isso são duas: 1. australianos teriam um atendimento mais personalizado, e 2. investimentos em marketing, salários e custos mais elevados também são motivos pela discrepância dos preços.

E no Brasil? Quando chegará o dia em que nós ganharemos uma explicação pelos preços praticados por aqui? Será que, na prática, essa explicação surtiria algum efeito? Tenho lá minhas dúvidas…

[via Engadget]

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