Apple arrecada US$17 bilhões para começar o seu plano de recompra de ações

Saco cheio de dinheiro

O texto de hoje é pra confirmar algumas informações e retificar outras do artigo “A Apple e seus artifícios contábeis para conseguir repatriar bilhões de dólares que estão fora dos EUA”, escrito por mim ontem (30/4).

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Após o anúncio de que o programa de retorno aos acionistas foi alterado, a Apple tratou de ir atrás de cerca de US$60 bilhões para pagar seus investidores, mesmo tendo um prazo de três anos para fazê-lo. Uma semana depois do anúncio, a empresa efetuou uma grandiosa operação de captação de recursos, levantando US$17 bilhões até o meio-dia de ontem. Foram realizadas seis operações tranches (termo utilizado no mercado quando um contrato financeiro é divido em partes, com rendimentos diferentes).

Saco cheio de dinheiro

A firma de Cupertino vendeu:

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  • US$1 bilhão em notas de 3 anos e rendimentos variáveis.
  • US$1,5 bilhão em notas de 3 anos e rendimentos fixos.
  • US$2 bilhões em notas de 5 anos e rendimentos variáveis.
  • US$4 bilhões em notas de 5 anos e rendimentos fixos.
  • US$5,5 bilhões em notas de 10 anos e rendimentos fixos.
  • US$3 bilhões em notas de 30 anos e rendimentos fixos.

Assim como aconteceu na venda de ingressos para a WWDC 2013, diversas pessoas/empresas não conseguiram registrar seus pedidos de compra a tempo. A oferta acabou de forma supreendentemente rápida, justificada pelo fato de a Apple ser a única empresa do ramo tecnológico sem um centavo de dívida em seu balanço.

“Todos querem a Apple em seu portfólio”, disse Rajeev Sharma, gestor do First Investors Management, ao IFR (um serviço da Reuters). O montante de US$17 bilhões supera facilmente a transação que ocupava o posto de maior emissão da história — um acordo de US$14,7 bilhões da AbbVie, empresa resultante de uma cisão da Abbott Laboratories, em novembro do ano passado. A Apple também conseguiu atrair mais dinheiro a uma taxa menor que a “Tripla A” Microsoft — a gigante de Redmond arrecadou US$1 bilhão na semana passada.

Porém, em sua nova análise, a Apple não conseguiu o rating “AAA” de nenhuma agência de crédito. Essa classificação determina a qualidade da empresa em pagar seus compromissos, sendo a “AAA” o mais alto grau de confiabilidade. A Standard & Poor’s deu uma classificação “AA+”, enquanto a Moody’s deu a sua nota equivalente (“Aa1”).

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