Apple poderá ter dificuldades para registrar a marca “iWatch” lá fora; no Brasil, não deverá ter problemas

Conceito de "iWatch"

Como já noticiamos, a Apple está numa empreitada global solicitando registros da marca “iWatch” em diversos países do mundo. Até agora já temos pedidos na Jamaica, na Rússia, no Japão, no México, na Colômbia, na Turquia e em Taiwan. É verdade que os principais mercados da Apple ainda não receberam pedidos — ou então nada ainda foi informado/descoberto sobre isso.

Conceito de "iWatch"

E por falar em principais mercados, será que a Maçã conseguirá registrar o nome nos Estados Unidos? Segundo o NYPOST.com, uma pequena empresa californiana chamada OMG Electronics solicitou o registro da marca. Ela inclusive já está tentando comercializar o produto através do site de financiamento coletivo Indiegogo — a meta é arrecadar US$100.000 mas, até o momento, eles só conseguiram pouco mais de US$1.400.

No vídeo acima o “apresentador” chega a confirmar que a marca pertence à OMG Electronics.

É difícil dizer se a proposta da empresa é séria mesmo ou se eles estão apenas querendo lançar algo concreto antes da Apple para ganhar uma boa grana no futuro, mas eu arriscaria a segunda opção. Por um lado, a proposta do produto é concreta e ele pode mesmo sair do papel — diferentemente de outras empresas que solicitam patentes e registros de marcas apenas para ter o direito e tentar negociar algo após a conquista. Por outro, basta entrar no site da OMG Electronics para ver que ela comercializa uma penca de relógios, todos com nomes bem esquisitos (mais parecem códigos). Quer exemplos? ZEUS-Presidential 818 Series, ARK-SVP Micro Touch Watch Phone e ARK-MQ007 Cell Phone Watch.

Aí, do nada, aparece um iWatch (com um nome simples, assim)? Posso estar enganado, mas analisando superficialmente está com pinta de que a OMG Electronics apostou num futuro lançamento da Apple e está fazendo de tudo para lançar um iWatch antes da Maçã. E se a Apple vier mesmo a lançá-lo, não duvido nada que a companhia tente provar justamente isso na justiça.

Já no Reino Unido (outro mercado muito importante para a Apple), a marca pertence à Probendi, uma empresa aparentemente italiana de serviços de rede. Conforme investigação da Macworld UK, ela tem a marca desde 2008 e a utiliza num aplicativo que envia informações em áudio, vídeo e localizações em tempo real para a plataforma Critical Governance. Lá, provavelmente a Apple terá que pagar para conseguir alguma coisa. Detalhe importante: mesmo resgistrada no Reino Unido, a marca é válida em todos os países da União Europeia.

Pedidos de registro da marca "iWatch" no INPI

E no Brasil? Uma busca no site do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) mostra quatro solicitações, sendo que três delas (feitas pelas empresas Watch Co do Brasil e Sunwatch Comércio e Importação) foram arquivadas. O primeiro pedido cobria óculos, lentes, armações e outros produtos ópticos; o segundo, relógio de pulso, de sala, cronômetro, despertador, entre outras coisas; já o terceiro, representação comercial e importação/exportação de sapatos, tênis, chinelos e diversos outros artigos esportivos! Todos foram solicitados em 2001 e arquivados entre 2006 e 2008.

A quarta solicitação, que traz a grafia “I/WATCH”, foi feita pela Quest Software e cobre a comercialização de programas de computador de qualquer área de uma empresa, bem como consultoria de serviços. Como bem apontou o Gizmodo Brasil, a Quest Software foi adquirida pela Dell em julho de 2012 — ou seja, seria uma briga de cachorro grande.

Acredito que quando (e se) a Apple solicitar a marca por aqui, ela conseguirá — tudo depende da interpretação do INPI e das classes nas quais a marca do relógio inteligente da Apple se enquadram. Apesar de não ser especialista no assunto, creio que a especificação da marca “I/WATCH”, da Quest, não causaria conflitos com a de um relógio/pulseira inteligente, mesmo que o gadget tenha um software integrado a ele.

[via iDownloadBlog]

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