Opinião: o que a Apple apresentará de novidades para iPads, iPhones e iPods touch em 2013?

Ícone do iOS 7

Pensar na linha iOS é pensar nos produtos mais importantes (financeiramente) para a Apple — e também nos mais comentados em sites de tecnologia, sejam eles sobre Apple ou não. Refletir sobre o futuro do iOS e de seus aparelhos é algo difícil, já que a chegada de novos produtos pode levar a linha a lugares cada vez mais distintos.

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iOS 7 Logo

Neste artigo, procurei usar o bom senso para mostrar aonde acredito que o iOS chegará.

iPod touch

Os iPods touch chegaram pela primeira vez ao mercado em setembro de 2007 e, após isso, suas atualizações foram “acompanhando” as de iPhones. Um bom exemplo foi o modelo de quarta geração: lançado três meses após o iPhone 4, ele ganhou o melhor processador da época, uma tela Retina, além de um redesign. Depois disso, os iPods touch ficaram sem atualização por 24 meses.

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Quando a atualização enfim chegou, diferentemente do que muitos esperavam, algumas das novidades foram deixadas de lado para que o preço mais em conta fosse mantido. E são essas novidades (melhor processador, câmera iSight de 8 megapixels, entre outras coisas) “deixadas para depois” que eu acredito que deverão chegar à sexta geração do iPod touch.

Provavelmente ela seguirá os mesmos moldes do último update, trazendo as novidades da geração anterior do iPhone. Desta forma, o iPod touch deverá ganhar uma câmera iSight (traseira) com cobertura de cristal de safira de 8 megapixels, câmera FaceTime (frontal) Full HD a 1080p e um processador A6 dual-core. Outras novidades ainda não presentes no iPhone (como conexão Wi-Fi com suporte ao protocolo IEEE 802.11ac) deverão chegar, também. No entanto, acredito que o design permanecerá bem similar ao da geração atual.

Os preços deverão ser os mesmos, mas acredito numa dobra de capacidade: US$250 (64GB) e US$300 (128GB). Não vejo motivos para a Apple descontinuar o “iPod touch de baixo custo” e acho inclusive que ela o tornará ainda mais acessível, com armazenamento também elevado. Teríamos então um iPod touch de quinta geração, sem câmera iSight e com 32GB, por US$200, com um lançamento em setembro.

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iPad

O iPad é de todos os produtos da linha iOS o que mais “precisa” de uma atualização, já que seu design é basicamente o mesmo desde março de 2011 — ainda mais se levarmos em consideração que o iPad mini trouxe um design muito bacana e que não faz sentido a Apple manter os visuais tão distintos.

Por isso, dificilmente o iPad trará algo que nós já não conhecemos, uma vez que o design deve ser todo inspirado na primeira geração de seu irmão menor. Bordas encurtadas, espessura reduzida significantemente, assim como seu peso. No quesito hardware, deverá trazer o chip A7X, uma câmera iSight de 8 megapixels, uma câmera FaceTime com 1080p e Wi-Fi atualizado.

Um dos recursos muito aguardados pelos brasileiros seria o suporte ao nosso 4G, e isso também deve estar na pauta da atualização, visto que no início do ano a Qualcomm apresentou um chip o qual amplia consideravelmente a cobertura de frequências e redes.

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Os preços deverão ser mantidos, mas as capacidades dobradas. Com isso, teríamos uma rearrumação da linha, voltando a ter “apenas” seis modelos: US$500 (32GB), US$600 (64GB) e US$700 (128GB) adicionando mais US$130 em cada para as versões Wi-Fi + Cellular.

iPad mini

A parte mais esperada da segunda geração dos iPad minis com toda certeza é a chegada da tela Retina. A razão para esta não ter chegado com a primeira geração foi motivo de muita discussão e engloba uma série de fatores, que vão desde custos até espessura e autonomia da bateria. Mas a tela Retina deverá equipar o modelo de segunda geração — que, se vier com a mesma resolução do iPad maior, contará com uma densidade de 324ppp, praticamente a mesma de iPhones.

“Otimismo” é meu nome do meio, e eu espero que não só o preço do novo iPad mini seja mantido como sua espessura e seu peso — bem diferente de quando a Apple apresentou o iPad de terceira geração (o primeiro com tela Retina) e teve que aumentar a espessura e o peso do aparelho para acomodar as novas tela e bateria. Além disso, espero que o A6X seja o chip escolhido para equipar a máquina, assim como uma câmera iSight de 8 megapixels, FaceTime de 1080p e bateria com as mesmas 10 horas de duração (ou mais), Wi-Fi novo e suporte ao nosso padrão 4G, também.

O lançamento de ambos (iPad e iPad mini) ocorreria em novembro.

iPhone

O iPhone chegará à sua sétima geração e, contrariando tudo o que os rumores recentes dizem, eu acho muito difícil não ter nenhuma mudança visual no aparelho — por menor que ela seja. Quanto ao tamanho da tela, acho *impossível* ela passar de 4 polegadas.

No quesito hardware, espero uma câmera de 13 megapixels com melhoria significativa em fotos com baixa luminosidade. Um processador — não necessariamente quad-core — A7, o qual presumo que seja duas vezes mais potente que o atual, além de uma bateria significantemente mais parruda, com tempo de conversação de até 10 horas (duas horas a mais que a atual).

Como grande novidade, um leitor de impressões digitais substituiria a tela de boqueio — e até mesmo como medida de segurança para preenchimento dos cartões de crédito salvos pelo novo recurso. Além disso, é claro, algum recurso específico/exclusivo do iOS 7 para o novo aparelho — quem sabe a “Siri offline” (para alguns recursos, como ligar, controle de músicas, etc).

Já falando do tão rumorado “iPhone de baixo custo”, é bom deixar claro que não deve ser a ideia da Apple fazer um iPhone “vagabundo” e sim um iPhone que não tenha as tecnologias de ponta para as pessoas que não ligam/precisam delas (crianças, adolescentes, idosos e adultos que não se interessam tanto por tecnologia).

Se a Apple adotar o processador A5 no “iPhone de baixo custo”, ele se tornará oficialmente o processador favorito da Apple, presente em mais dispositivos (Apple TV, iPhone 4S, iPad 2, iPad mini e iPod touch). E por acreditar que esse iPhone será uma variação do iPhone 4S (iPhone4,1), isso faz ainda mais sentido — bem na linha do iPad mini, que nada mais é o do que uma variação do iPad 2 (iPad2,4).

Uma tela Retina de 3,5 polegadas poderia fazer com que o aparelho se chamasse “iPhone mini”, mas não acho provável (o nome, a tela sim). Acredito também numa câmera de 5 megapixels, um design que mescle o iPhone 5, o iPhone 3GS e o iPod touch de quinta geração; mas não acredito que a Apple voltaria ao plástico, principalmente agora que todos seus produtos são baseados em alumínio e vidro. Apesar de 2012 ter sido o ano que mais vazou produtos da Apple (de EarPods a iPhone), acho que, assim como o iOS 7, tudo (ou maioria) do que sabemos sobre o iPhone de baixo custo está errado.

Se vier mesmo, o tal iPhone de entrada chegaria para substituir modelos anteriores, não para se juntar a eles. E não, *não* esperem que ele chegue por menos de US$300 (ou seja, por menos de R$900). Sobre as possíveis cores vibrantes, se você não gosta de smartphones coloridos, não os compre, afinal, você não é obrigado. E não adianta colocar a culpa em Jony Ive pois não foi ele quem trouxe “cores” à Apple: o logo da empresa da década de 1970 era totalmente colorido, iMacs e iBooks já tiveram cores tão marcantes quanto, iPods já passaram por isso… enfim, a lista é grande.

O lançamento dos iPhones (5S e de baixo custo) seria em outubro.

Apple TV

Apesar de o set-top box rodar o sistema operacional móvel, a firma de Cupertino hoje não classifica a Apple TV como um dispositivo iOS. Contudo, acho que isso pode mudar. Trazer basicamente o mesmo conceito da interface do iOS para as Apple TVs parece ser o caminho mais natural a se seguir — além da App Store! Na minha opinião, a Apple já queria ter feito isso há um tempo, mas não achou o momento apropriado. Acredito que muito em breve a Maçã liberará um SDK para a Apple TV, com uns 90 dias antes de ela chegar ao grande público.

Sou capaz de imaginar um cenário: um evento em breve para liberar o SDK da Apple TV, prometendo uma “TV App Store” para daqui a alguns meses. Em um outro evento, mais para o fim do ano, a Apple abriria oficialmente a loja, além de também atualizar o set-up box para a quarta geração, com um novo design (inspirado nas novas torres AirPort), com suporte ao protocolo IEEE 802.11ac e processador mais parrudo (quem sabe o A6X). Com todo esse poder, desenvolvedores estariam aptos a prepararem apps de ponta para, quem sabe, no ano que vem, a Apple finalmente tirar a “iTV” do papel, já com uma base forte.

Apesar de um design novo, acredito que a Apple TV de quarta geração chegará junto ou pouco depois do iOS 7 (em outubro), com o mesmo preço da atual: US$100 (ou R$400 no Brasil).

Conclusões e comentários finais

Stop, fragmentation! Se tudo o que eu disse se tornar realidade, a Apple reduzirá em sua linha iOS em um terço, tornando-a mais focada e acabando com o pouco de fragmentação que existe (três modelos de iPads e três de iPhones se transformariam em dois modelos de cada).

Resumidamente, as atualizações de iGadgets trariam suporte ao novo protocolo IEEE 802.11ac, câmeras aprimoradas para fotos com baixa luminosidade, capacidade de armazenamento dobrada, novas cores e possivelmente o novo sensor de digitais para o iPhone topo-de-linha (que só seria incorporado a iPads e iPod touch em 2014).

É claro que nesta tabela eu me baseio no que temos *hoje*, abrindo uma exceção para uma possível variação do iPhone (aparelho de baixo custo). Outros produtos extraordinários, como o tão rumorado “iWatch” — e, quem sabe, um “iRing” 😛 — já são outros quinhentos.

Como o Breno Masi diz: preparem os bolsos, pois o segundo semestre será quente! E você, quais são as suas apostas para a Apple até o Natal?

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