Hackers sírios invadem o site de suporte do Viber, famoso mensageiro multiplataforma

Logo do Viber

Logo do ViberOs hackers não estão dando folga. Enquanto a Apple ainda trabalhando para aumentar a segurança do seu portal de desenvolvedores, o aplicativo Viber foi hackeado pelo Syrian Electronic Army (em português, Exército Eletrônico Sírio).

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Através de um comunicado, a empresa confirmou o ataque:

Hoje o site de suporte do Viber foi desfigurado após um empregado da empresa ser vítima de um ataque de phishing. O ataque permitiu o acesso a dois sistemas menores: um painel de suporte ao cliente e um sistema de administração de apoio. Informações de um destes sistemas foram publicadas na página desfigurada.

É muito importante ressaltar que nenhum dado confidencial de usuários foi exposto e que os bancos de dados do Viber não foram hackeados. As informações sensíveis, particulares de usuários são mantidas em um sistema seguro que não pode ser acessado através deste tipo de ataque e não faz parte do nosso sistema de suporte.

Levamos este incidente muito a sério e estamos trabalhando agora para que os serviços do site de suporte voltem a funcionar completamente para os nossos usuários. Além disso, queremos garantir a todos que estamos revendo todas as nossas políticas para nos certificarmos de que nenhum incidente como este se repita no futuro.

Assim que a invasão ocorreu, os hackers pediram para que usuários desinstalem seus aplicativos, afirmando que a empresa monitora seus usuários e registra diversos endereços IP num banco de dados.

Com o ataque, os hackers foram capazes de acessar informações como número de telefone, UDID do Viber, país, endereço de IP, tipo de dispositivo, versão do sistema operacional, data de registro, atualização mais recente, etc. — informações que a empresa julga ser importante na hora em que o cliente entra em contato solicitando algum tipo de ajuda. Como podemos ver, de fato emails, conversas, contatos pessoais e outras informações mais sensíveis não foram coletadas.

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Além do comunicado acima, a empresa disse que mantém um data center em Israel (como diversas outras companhias de tecnologia) e que isso acabou gerando algumas teorias de conspiração bastante bizarras.

[via TechCrunch]

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