CEO da Oracle, que era amigo próximo de Steve Jobs, dá a entender que a Apple afundará sem ele

Amigo bem próximo de Steve Jobs, o CEO da Oracle, Larry Ellison, foi um dos que inclusive discursaram no memorial realizado logo após a morte do cofundador e ex-CEO da Apple, falando sobre a forte amizade que tinha com Jobs e contando sobre suas viagens de férias juntos ao Havaí. Há pouco mais de um ano ele também esteve na conferência D10 ao lado de Ed Catmull, presidente do Walt Disney Animation Studios/Pixar Animation Studios, e mais uma vez discutiu (veja o vídeo completo aqui) o legado de Jobs.

Muitos não sabem, mas Ellison já esteve inclusive no conselho da Apple. Ele foi levado por Jobs para a companhia em 1997, mas acabou entregando o cargo em 2002, dizendo que não merecia o título de diretor da Maçã por não ter tempo suficiente para se dedicar a ela.

Ontem, o executivo esteve com Charlie Rose no programa “CBS This Morning” e o que mais se destacou na entrevista, de novo, foi Ellison falando sobre a Apple sem Jobs. Veja só:

Ele era brilhante. Ele era o nosso Edison, o nosso Picasso. Ele era um inventor incrível. […] Nós já sabemos [o que acontece com a Apple sem Steve]. Nós já vimos isso, tivemos essa experiência antes. Vimos a Apple com Steve Jobs [apontando seu dedo para cima], vimos a Apple sem Steve Jobs [apontando seu dedo para baixo]. Vimos a Apple com Steve Jobs [apontando seu dedo para cima], vimos a Apple sem Steve Jobs [apontando seu dedo para baixo].

Ok, Larry, entendemos a sua profunda admiração por quem era Jobs, mas para mim é inadmissível achar que a empresa seguirá exatamente o mesmo caminho agora em relação ao que aconteceu no início da década de 1990. O momento é outro, o corpo executivo é totalmente diferente (escolhido a mão pelo próprio Jobs, diga-se), a Apple é a empresa mais valiosa do mundo e tem mais de US$150 bilhões em caixa. E todos vimos de perto o que aconteceu antes, como que podem achar que o erro se repetiria tão facilmente?

Não quero dizer aqui que a Apple tem um futuro brilhante garantido a curto, médio ou longo prazo. O que não dá é para as pessoas acharem que alguma coisa já mudou na empresa nestes quase dois anos que Steve Jobs nos deixou, que algo seria realmente muito diferente com ele ainda aqui. Ou muito menos que ele continuaria acertando tantas vezes — muitos inclusive esquecem que a própria Apple de Jobs também deu algumas bolas fora, incluindo o seu primeiro mouse USB, o Power Mac G4 Cube, o iPod Hi-Fi, o iPod shuffle de terceira geração, o MobileMe, a rede social Ping e outras.

Portanto vamos dar tempo ao tempo, sim?

[via AllThingsD]

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