Minhas impressões sobre o filme “JOBS”

Cartaz do filme "JOBS"

Na semana passada tive a oportunidade de ver em primeira mão o esperado filme JOBS, que será lançado no Brasil em 6 de setembro. Abaixo, a minha opinião sobre ele.

Expectativa

Desde o anuncio do filme fiquei muito empolgado e ansioso para ver as primeiras imagens, como seria o Steve Jobs do cinema. Para a surpresa de todos, o escolhido para fazer esse papel foi o ator Ashton Kutcher. Desde então começaram críticas pesadas sobre o potencial do filme e a interpretação do ator.

Trailer legendado do filme.

Quando assisti ao trailer e vi o cartaz de divulgação do filme, tive a certeza de que não poderíamos subestimar uma produção. Fiquei impressionado com a semelhança de Kutcher com o Jobs e, por isso, minha expectativa só aumentou.

O filme

Antes de mais nada: o texto a seguir contém alguns (poucos) spoilers! Vocês me conhecem, eu não me seguro! 😛

Cartaz do filme "JOBS"

Não sou crítico de cinema e não entendo profundamente do assunto. A opinião aqui é de uma pessoa apaixonada pela Apple e pela historia de Jobs, com a qual muito me identifico. Ele criou a blue box, eu desbloqueei o iPhone; ele tinha o Woz, eu o Paulinho… 😛

O filme tem 2 horas de duração, o que é pouco tempo para contar uma história tão brilhante. Mas confesso que os 30 primeiros segundos são de arrepiar! Em alguns momentos eu não conseguia diferenciar se estava vendo Jobs ou Kutcher no palco, apresentando o iPod aos funcionários da Apple. Para mim, esse foi um dos pontos altos — muito, muito realista.

O filme tenta dar um pincelada em todas as fases do cofundador e ex-CEO da Apple, começando pela faculdade (Reed College), sua forma desleixada de levar as coisas, os hábitos estranhos, entre outras coisas. Um ponto legal é como Jobs se relacionava com seus companheiros de trabalho na Atari. A produção conseguiu deixar claro que, desde o inicio, ele era um gênio que tinha um péssimo relacionamento com as pessoas, tornando a convivência com ele sempre difícil.

Steve Wozniak, grande parceiro de Jobs, obviamente não poderia ficar de fora do filme — e foi interpretado por Josh Gad. Ao sair do cinema eu entendi por que ele fez tantas críticas ao filme, chegando ao ponto de afirmar que não o recomenda para ninguém. O que vemos na tela é um Woz altamente submisso ao Jobs, que ficou a vida inteira na sombra de seu companheiro, já que, mesmo não concordando com algumas decisões, nunca lutou ou tentou mudá-las.

Ashton Kutcher atuando como Jobs em filme

A verdade é que Jobs sempre foi um “sacana”. E o que estou contando aqui não pode ser considerado spoiler, já que a história dele é amplamente conhecida e difundida em livros e mais livros. Em seu primeiro “projeto”, um jogo para o Atari, ele cobrou US$5 mil pelo trabalho mas só pagou US$350 pro Woz — isso mesmo, nem 10% do valor total! E isso considerando que o Woz salvou a pele do Jobs, já que sem ele o ex-CEO da Apple não conseguiria entregar esse trabalho dentro do prazo estipulado.

O filme explora a forma complicada que Jobs encarou a gravidez da sua namorada, rejeitando-a totalmente e negando a paternidade de Lisa, sua primogênita. Ficou claro que Steve não conseguiu digerir e nem lidar com essa situação — podemos até mesmo acompanhar a transformação de personalidade dele após esse evento. Outro fato que mostra a personalidade duvidosa de Jobs foi a questão envolvendo as opções de ações (stock options) para seus primeiros empregados, aqueles que ajudaram a montar a Apple.

Um ponto estranho do filme é o fato de cortarem partes importantes da história, principalmente o relacionamento de Jobs com Bill Gates e até mesmo a sua famosa visita à Xerox, bem retradada no clássico Piratas do Vale do Silício. Outros momentos ignorados: as criações da NeXT e da Pixar. Sem esses capítulos importantes da história de Jobs (e da Apple), o filme fica meio “perdido” para quem não conhece todos os fatos.

Para finalizar — e para não contar o filme todo, obviamente —, o roteiro deixa claro quem foram os desafetos de Jobs dentro da Apple e que forçaram a saída do ex-CEO em 1985.

Conclusão

Mesmo com falhas, confesso que o filme me empolgou e acredito que empolgará muitos de vocês, apaixonados pela Apple e fãs de Jobs. Sei que ainda falta um pouco para a estreia aqui no Brasil, mas após assistirem ao filme, não deixem de comentar e expressar a opinião de vocês, também. 🙂

E vamos ver o que a Sony Pictures trará com o outro filme que ainda começará a ser produzido, cujo roteiro ficou sob responsabilidade de Aaron Sorkin. Também estou muito ansioso por esse!

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