Surgem mais informações sobre o programa de troca de iPhones — e elas não são boas para nós

iPhone 4S - MacMagazine

Ontem falamos um pouco sobre o programa de trocas de iPhones antigos por novos com desconto (lá fora, conhecido como trade-in). Hoje já surgiram mais informações, algumas apenas reforçando o que foi dito ontem; outras, porém, esclarecedoras.

iPhone 4S - MacMagazine

A principal — e que infelizmente não é boa para nós, brasileiros — refere-se ao novos iPhones adquiridos nessas trocas: eles necessariamente precisam ser vinculados a um plano de voz/dados. Sendo assim, não poderemos entrar numa loja da Apple, trocar o novo iPhone combalido por um novo, desbloqueado.

Outra notícia ruim: neste primeiro momento, o programa acontecerá apenas nos Estados Unidos — acredito que até por uma questão de controle, para ver se o programa funcionará bem, etc. É claro que a empresa poderá estender a iniciativa para outros países, mas isso com toda certeza não será algo rápido.

O programa começará oficialmente agora, em 30 de agosto, em algumas Apple Retail Stores — sim, bem antes do esperado, que era o dia 10 de setembro. Seu nome oficial é “iPhone Reuse and Recycle Program” (algo como “Programa de Reutilização e Reciclagem de iPhone”) e, como podemos ver, envolve não apenas a reutilização de iPhones antigos como também reciclagem. Nesse caso as lojas da Apple passam a desempenhar um papel importante, já que o atual programa de reciclagem da empresa funciona apenas por correios (é necessário enviar o aparelho para a Apple e, se ele tiver algum valor de mercado, a pessoa recebe um Gift Card com a determinada quantia). Pois agora o processo é muito parecido, com a diferença de que você poderá entregar o seu aparelho velho, quebrado (incluindo aqueles que não funcionam mais) na própria loja.

Os preços pagos pela Apple até o momento são um pouco abaixo dos de outras empresas que fazem programas assim. Para um iPhone 5 de 16GB desbloqueado, sem nenhum dano, a empresa paga em torno de US$280 — os bloqueados saem por cerca de US$255. A Gazelle, por exemplo, paga cerca de US$330 por um aparelho nessas condições, independentemente se ele é ou não desbloqueado.

No mais, os iPhones recolhidos pela Apple no programa — estão dentro os modelos 3G, 3GS, 4, 4S e 5 — *não* serão encaminhados a países emergentes para serem vendidos, conforme especulado. Eles serão reciclados e aproveitados no próprio mercado americano — e quem ajuda a Apple nessa empreitada é a empresa BrightStar, a qual já é parceira da Maçã no atual programa de reciclagem. Os treinamentos nas lojas estão intensos, para que tudo esteja certinho até sexta-feira (30/8) — a Apple estaria pagando hora extra para os empregados das Retail Stores, a fim de garantir que tudo seja muito bem treinado.

Uma pena que os novos iPhones precisem ser vinculados a planos. Quem sabe isso seja algo que a empresa mude, assim, mesmo rolando apenas nos EUA, muitos estrangeiros também poderiam se beneficiar do programa.

[via 9to5Mac]

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