Apple contesta técnico e diz que superfície onde iPhone é carregado *não* pode ser responsável por um incêndio

iPhone 5 após pegar fogo

No início do mês passado, contei a vocês o caso do meu iPhone, o qual pegou fogo enquanto carregava. Na ocasião um técnico constatou que a causa mais provável do “incêndio” teria sido a superfície onde eu havia deixado meu iPhone carregando (em cima da cama), já que ela supostamente bloqueava as saídas de ar, impedindo a dissipação de calor.

iPhone 5 após pegar fogoiPhone 5 após pegar fogo

No mesmo dia, quando escrevi o primeiro artigo, meu aparelho foi enviado de volta à fábrica — como não havia indícios de contato com água, a troca dele foi realizada assim como a de todos os acessórios.

Antes de mais nada, é importante ressaltar que as informações divulgadas no artigo anterior foram obtidas com um técnico credenciado da Apple, que trabalha há muito tempo num Centro de Serviço Autorizado, e, por isso, julgamos que tais informações eram confiáveis.

Após a publicação do artigo, o suporte da Apple abriu um inquérito formal de averiguação de acidentes, buscando entender melhor as causas do que ocorreu. No mesmo dia, em um novo contato — e para a minha surpresa, contrariando o que o técnico havia dito —, a Apple constatou que a causa do incidente passou longe da apontada originalmente. No primeiro cenário, a culpa era minha por ter deixado o iPhone carregando em cima da cama.

O iPhone [5] foi projetado de forma que, mesmo com as saídas/entradas de ar obstruídas, seja capaz de manter uma temperatura que possibilitasse o uso sem riscos [para o usuário e para o aparelho], dessa forma, de maneira nenhuma deixá-lo numa cama, impedindo a entrada de ar, poderia ter causado o acidente.

Como muitos dos nossos leitores disseram, a “desculpa” dada pelo técnico da Mac Centris (em Niterói) não procede, visto que isso tornaria, por exemplo, o uso de capinhas impossível. Voltando ao caso: após ter analisado o contexto, a conclusão da Apple foi esta:

A causa mais provável para o ocorrido foi a de que o filtro, que deveria impedir uma alta corrente [pico de energia] chegasse ao aparelho, falhou, gerando assim um aquecimento em um dos cabos internos do iPhone, derretendo-o e levando-o a um curto-circuito, que gerou fogo, aqueceu a bateria, explodiu [de maneira moderada] e causou mais fogo, queimando toda a parte inferior do aparelho [conector, fone, cabo Lightning, etc.].

Após isso e sabendo que se tratou de um acidente, o caso foi transferido a uma equipe especial do AppleCare, a qual cuidou dos últimos detalhes. Todos e quaisquer aparelhos eletrônicos estão sujeitos a falhas — afinal, eles ainda são projetados e montados por humanos. O diferencial, para mim, foi a forma como a Apple tratou o caso, cuidando de tudo com muita atenção e não simplesmente “deixando passar” como se nada tivesse acontecido. E aqui vale um destaque para o preparo dos atendentes: extremamente informados e atenciosos.

A empresa está mostrando que o assunto é importante, delicado — não é à toa que o “programa de coleta de adaptador de alimentação USB” está aí, acontecendo em diversos países do mundo — e precisa ser tratado com muito cuidado. Vidas podem estar em jogo quando um acidente assim acontece, por isso não se arrisque utilizando acessórios falsos. Se com originais desastres podem acontecer, imagine com produtos que não prezam pela segurança do usuário! #FikDik

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