Conferência financeira da Apple: recordes, iPhones 5s surpreendendo, novos produtos/serviços e mais!

iPhones 5s deitados

Apesar da leve queda nas margens de lucro no primeiro trimestre fiscal de 2014, a Apple divulgou hoje resultados financeiros daqueles: recordes de faturamento, lucro operacional e vendas de iPhones/iPads! Mas além desses números, os executivos da empresa falaram de mais coisas importantes durante a conferência financeira as quais merecem o nosso destaque.

iPhones 5s deitados

O iPhone fez bonito, com vendas de 51 milhões de unidades! E o iOS 7, última versão do sistema operacional móvel da Maçã, está agora rodando em 80% dos iGadgets — ou seja, ele é o sistema operacional mais popular do mundo. É claro que a recém-chegada do iPhone à China Mobile (maior operadora do mundo) ajudou bastante, já que na semana passada a Apple bateu o recorde de ativações no país — e segundo Peter Oppenheimer (CFO da empresa) o atual acordo com a China Mobile é de médio/longo prazo. A operadora vende hoje iPhones em 16 cidades, mas até o fim do ano serão cerca de 300!

No Japão, os números também cresceram bastante com o lançamento do aparelho na operadora NTT DoCoMo em setembro — a iPhone tem agora 69% de market share no país; o crescimento na América Latina (76%), no Oriente Médio e África (65%), assim como na Europa Central/Oriental (115%) foi ótimo, também.

O iPhone hoje conta com 41% do mercado americano e é responsável por 54% do tráfego na web (de smartphones) por lá. Quando o assunto é satisfação/fidelidade do cliente, então, os números disparam (96% de satisfação de acordo com a ChangeWave e uma taxa de 90% de fidelidade segundo a Kantar).

Mas nem tudo saiu como planejado. A Apple tinha imaginado uma divisão nas vendas de iPhones 5s e 5c mais equilibrada, quando na verdade consumidores foram com tudo para cima do modelo 5s. Com isso, a Maçã demorou um pouco para ajustar a oferta dos novos aparelhos com a demanda — confirmando que o iPhone 5s vendeu mais do que imaginavam e que o 5c, apesar de ser muito popular entre novos consumidores do smartphone da Apple, menos.

iPad Air deitado

Outra estrela do trimestre foi o iPad. Foram 26 milhões de unidades vendidas, com um ótimo crescimento na China, na América Latina, na Rússia e em alguns países do leste da Europa. Pesquisas indicam que a taxa de satisfação dele está em incríveis 96% e que possui um total de 78% do mercado/tráfego web nos EUA.

Mas tirando “pessoas normais”, como nós, quem mais está utilizando iPads? Segundo a empresa, quase todos os times da NFL (National Football League) utilizam o tablet da Apple; nas escolas o iPad também está fazendo bonito, com vendas de mais de 750.000 unidades apenas para alunos do K-12 (educação primária e secundária) no Texas.

Dois iMacs

É claro que Macs não estão mais no auge de vendas como iGadgets, mas podemos dizer que os computadores da Apple fizeram bonito no FQ1 2014: foram vendidos 4,8 milhões de Macs, com um bom crescimento de iMacs e MacBooks Air. Enquanto a indústria de PCs continua em declínio (cerca de 6%), o Mac vai ganhando mais espaço — ele conquistou market share nos últimos 30 trimestres!

Os iPods é que estão cada vez mais perdendo relevância. Neste trimestre as vendas caíram 52%(!) se comparadas ao primeiro trimestre fiscal de 2013.

Ícone da App StoreA divisão iTunes também bateu recorde neste trimestre: US$4,7 bilhões (bastante influenciada pela App Store). Mesmo com muitos softwares sendo distribuídos gratuitamente para quem compra um novo Mac ou iGadget, a divisão de softwares cresceu 26%, chegando a US$2 bilhões.

A App Store conta hoje com mais de 1 milhão de apps em 24 categorias, sendo que 130.000 foram desenvolvidos na China. Os downloads já chegaram à casa dos 65 bilhões! E quando o assunto é dinheiro, a loja da Apple mostra a sua força perante a concorrência, sendo responsável por 67% do faturamento de lojas de aplicativos. Analisando esses números vemos que desenvolvedores faturam 5 vezes mais por download na loja da Apple; quatro vezes mais com In-App Purchases; e 2 vezes mais com apps pagos com In-App Purchases. No total, a Apple já pagou US$15 bilhões para desenvolvedores — US$2 bilhões só nesse último trimestre fiscal.

Saindo das lojas onlines e indo para as físicas, as Apple Retail Stores faturaram US$7 bilhões, um crescimento de 9% ano a ano — e mais um recorde para a empresa. Seis lojas foram renovadas e 4 novas foram abertas; das 420 lojas (418 funcionando durante o trimestre), a Maçã conta agora com 166 fora dos Estados Unidos, com cada uma delas gerando uma média de US$16,7 milhões de faturamento e com cerca de 21.000 visitantes semanais.

Apple Retail Store - Hong Kong Plaza

Apple Retail Store – Hong Kong Plaza.

A China foi muito importante para a Apple: sozinha, ela ficou responsável por US$8,4 bilhões do faturamento, 29% a mais que há um ano. O caixa da empresa está agora com incríveis US$158,8 bilhões, um aumento sequencial de US$12 bilhões. Desse montante, US$34,4 bilhões estão nos EUA e US$124,4 bilhões estão “espalhados” por terras estrangeiras.

Os executivos falaram que continuam investindo bastante em pesquisa e desenvolvimento, seja para produtos atuais como para novos produtos — em novas categorias — e que a inovação está mais forte do que nunca dentro da empresa. Como uma espécie de teaser, Tim Cook afirmou que que nós iremos adorar as novidades que estão por vir.

A inovação está profundamente enraizada em todos aqui. O mundo está cheio de produtos muito complexos e não temos nenhum problema sobre o que exatamente queremos fazer. Temos que nos concentrar nos poucos que merecem toda a nossa energia. Nós sempre fizemos isso e continuamos fazendo.

Tim Cook, CEO da Apple.

Uma dessas — além de um “iWatch” e de uma nova Apple TV/”iTV” — pode muito bem ser o serviço/sistema de pagamento móvel, do qual comentamos ainda ontem. Cook afirmou que o próprio Touch ID foi pensado para isso, mas que por enquanto não tem nada específico para falar — apenas que enxerga isso como uma boa oportunidade.

[via AppleInsider, MacRumors]

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