Apple estaria testando novas tecnologias de bateria (indução, solar e movimento) para o suposto “iWatch”

Bateria

Se tem uma coisa que ainda precisa evoluir bastante em iProducts — ao menos na nossa visão de consumidor — é a bateria. Claro, quanto maior o produto, menor o problema. Não é à toa que MacBooks Air, por exemplo, agora aguentam até 12 horas de trabalho contínuo, o que é mais do que suficiente para qualquer tarefa. E os iPads? 10 horas também é um desempenho e tanto!

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Mas quanto menor o dispositivo, pior a coisa fica. Quem aqui não sonha com uma bateria melhor para iPhones? Afinal, recarregar o aparelho todo dia — às vezes até duas vezes por dia, dependendo do seu uso — é bem chato. Imaginem então o que a Apple não está passando, agora, para criar o “iWatch”!

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Os rumores apontam um produto cheio de recursos interessantes, mas ninguém quer colocar algo assim no pulso e ter que tirar diariamente (ou de dois em dois dias, por exemplo) para recarregar, não é mesmo? Até por isso, não é difícil imaginar que a Maçã deve estar experimentando de tudo em seus laboratórios.

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Segundo o NYTimes.com, a empresa contratou engenheiros da Tesla, da Toyota e da A123 Systems bastante focados nessa área, mostrando que está investigando novas possibilidades de bateria para seu suposto relógio/pulseira inteligente, as quais incluiriam recarregamento por indução, energia solar e até mesmo movimento.

Falando especificamente do primeiro método, não vejo muito futuro para uma pulseira no seu braço. Faz muito mais sentido carregamento por indução num telefone ou tablet, por exemplo (você chega em casa e “larga” o dispositivo em cima da mesa). Com a pulseira, isso dificilmente ocorrerá. E eu não imagino um carregamento por indução com a pulseira no braço — vai que um problema ocorre e a bateria explode… isso aconteceria com a pessoa “vestindo” o produto?!

Já a energia solar me agrada mais e funciona exatamente ao contrário: não faz sentido nenhum para smartphones e tablets (que normalmente ficam no bolso de calça ou dentro de bolsas/mochilas quando saímos pra rua), mas faz bastante em algo que fica em nosso pulso, exposto ao sol. A ideia, de acordo com o jornal, é ter uma tela de vidro curvo com uma camada de tecnologia capaz de captar a luz do sol e alimentar o relógio/pulseira. O problema é que essa tecnologia ainda está muito distante da realidade.

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O terceiro método também seria muito interessante, já que até mesmo os mais sedentários dão uma caminhada até a geladeira para pegar comida, o que poderia já ser suficiente para dar ao menos uma carga inicial no produto. 😛

Obviamente a Apple não é a única empresa investindo nisso. A uBeam, uma startup de Mountain View, está tentando criar um sistema através do qual aparelhos captam energia pelo ar. A tecnologia envolve piezeletricidade, uma forma de carregamento criada a partir da vibração de certos cristais e cerâmicas.

Já pesquisadores da Universidade de Washington estão trabalhando num método no qual dispositivos sem fio se comunicam sem a necessidade de uma bateria. Segundo Shyamnath Gollakota (professor assistente de ciência da computação e engenharia que está trabalhando no projeto), a técnica envolve a captação de energia a partir de TVs, celulares e sinais Wi-Fi que já estão no ar. Num produto como o iPhone, a bateria ainda seria necessária para alimentar a tela e outras funções, mas o método permitiria realizar chamadas telefônicas ou enviar mensagens de texto sem o uso de nenhuma energia, fazendo com que a bateria em si dure muito mais do que hoje em dia.

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Há, porém, quem não acredite numa reviravolta nesse cenário. E não estamos falando de qualquer pessoa — e sim de Tony Fadell, ex-executivo da Apple e pai do iPod (que agora trabalha no Google). “Para mim, acreditar e apostar numa nova tecnologia de bateria é um erro. Não espere que a tecnologia de baterias chegue lá, pois ela se locomove muito lentamente.”

Fadell acredita mais num cenário que já conhecemos bem: otimizações e mais otimizações (seja no hardware ou no software) para que a bateria dure cada vez mais (utilizando as mesmas tecnologias de hoje, como íons de lítio). Convenhamos: MacBooks Air e iPads estão aí comprovando que isso tudo é possível.

Difícil dizer o que veremos no futuro, mas eu sou otimista e acredito, sim, numa revolução nessa área. É claro que isso não acontecerá do dia para a noite, mas quem sabe num futuro não muito distante a gente não tenha mais que se preocupar em colocar nossos iProducts para carregar todo santo dia.

[via MacRumors]

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