New York Times traz mais informações sobre a Universidade Apple, o programa de treinamento interno da empresa

Picasso e Apple

Em 2008 nós informamos que a Apple havia contratado Joel M. Podolny, reitor da Escola de Negócios da Universidade de Yale, para tocar a Universidade Apple (Apple University, o programa de treinamento interno da empresa que tem a finalidade de ensinar a “cultura Apple” para seus empregados).

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Desde então, informações sobre a tal Universidade Apple são bem escassas. Mas nesta semana o New York Times trouxe mais informações sobre o programa de treinamento interno da Maçã.

Ao contrário de muitas empresas, a Apple faz o seu treinamento dentro da empresa, durante todo o ano. O corpo docente em tempo integral — incluindo instrutores, escritores e editores — cria e ensina os cursos. Alguns docentes vieram de universidades como Yale, Harvard, Universidade da Califórnia, Berkeley, Stanford e MIT, e alguns continuam a ocupar cargos em suas escolas, enquanto trabalham para a Apple.

De acordo com o jornal, os cursos variam bastante e englobam estudos de casos (decisões importantes de negócios que a Apple já fez, como tornar o iPod e o iTunes compatíveis com o Windows) e aulas como comunicação dentro da empresa (“Communicating at Apple”). Nesta aula, um dos pontos abordados é obra “Bull” (“Touro”; uma série de 11 litografias de um touro que Picasso criou ao longo de cerca de um mês, começando no final de 1945).

Nos estágios iniciais, o touro tem diversos detalhes; contudo, ao longo das iterações, esses detalhes desaparecem. A última imagem é uma figura curvilínea mas na qual, ainda assim, é possível visualizar — inconfundivelmente — um touro.

Picasso e Apple

Você passa por muitas iterações até que você pode simplesmente entregar a sua mensagem de uma maneira muito concisa, e isso é verdade para a marca Apple e tudo o que fazemos.

Citação de um empregado da Apple que participou do curso.

Outro curso citado pelo jornal foi “O que faz da Apple, a Apple” (“What Makes Apple, Apple”). Nele, um dos empregados participante contou que o instrutor comparou o controle do Google TV (que tem 78 botões) com o da Apple TV (que tem apenas 3), e explica como os designers da empresa chegaram à conclusão de que apenas aqueles poucos botões eram necessários para a experiência do usuário com o produto.

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Para finalizar, o jornal citou também o curso “As Melhores Coisas” (“The Best Things”, retirado de uma citação de Steve Jobs), no qual empregados são lembrados de que devem se cercar das melhoras coisas, como colegas talentosos e materiais de alta qualidade — só assim você pode fazer o melhor trabalho.

Vale a pena dar uma lida na matéria [em inglês] do jornal nova-iorquino. 😉

[via Fortune]

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