Insatisfeito, Tim Cook informa os números da diversidade de empregados na Apple: 70% são homens; 55% são brancos [atualizado: vídeo]

No mês passado, Tim Cook prometeu divulgar informações a respeito da diversidade dentro da Apple. Hoje, a companhia colocou no ar uma nova página — ainda indisponível no site brasileiro — que cobre exatamente isso.

Diversidade

Nela, o CEO da Maçã publicou a seguinte mensagem (traduzida por nós):

Uma mensagem de Tim Cook.

Gráfico - Diversidade na Apple

Gráfico - Diversidade na Apple

Gráfico - Diversidade na Apple

Gráfico - Diversidade na Apple

Gráfico - Diversidade na Apple

Gráfico - Diversidade na Apple

Na Apple, os nossos 98 mil empregados compartilham uma paixão por produtos que mudam a vida das pessoas e, desde os primeiros dias, temos conhecimento de que a diversidade é fundamental para o nosso sucesso. Nós acreditamos profundamente que inclusão inspira inovação.

Nossa definição de diversidade vai muito além das tradicionais categorias de raça, gênero e etnia. Ela inclui qualidades pessoais que normalmente não são mensuradas, como orientação sexual, condição de veterano e deficiência. Quem somos, de onde viemos e o que temos experimentado influencia a maneira como percebemos e resolvemos problemas. Acreditamos na celebração dessa diversidade e investimos nela.

A Apple está comprometida com a transparência, e é por isso que estamos publicando estatísticas sobre raça e gênero da nossa empresa. Deixe-me dizer de antemão: como CEO, eu não estou satisfeito com os números nesta página. Eles não são novos para nós e estamos trabalhando duro por um bom tempo para melhorá-los. Estamos fazendo progressos e estamos empenhados em ser tão inovadores no avanço da diversidade como somos no desenvolvimento de nossos produtos.

Inclusão e diversidade têm sido um foco para mim durante todo o meu tempo na Apple e eles estão entre minhas prioridades como CEO. Tenho orgulho de trabalhar ao lado de muitos executivos que contratamos e promovemos nos últimos anos, incluindo Eddy Cue e Angela Ahrendts, Lisa Jackson e Denise Young-Smith. Os talentosos líderes da minha equipe vêm de todo o mundo e que cada um trouxe um ponto de vista único com base em sua experiência e histórico. E o nosso conselho de administração está mais forte do que nunca com a adição de Sue Wagner, que foi eleita em julho.

Eu recebo emails de clientes de todo o mundo, e um nome que surge muitas vezes é Kim Paulk. Ela é uma especialista na Apple Store na West 14th Street, em Manhattan. Kim tem uma condição médica que dificulta sua visão e audição desde quando ela era uma criança. Nossos clientes adoram o atendimento de Kim e dizem que ela incorpora as melhores características de Apple. Seu cão-guia, Gemma, é carinhosamente conhecida na loja como o “iDog”.

Quando pensamos em diversidade, pensamos em pessoas como a Kim. Ela inspira seus colegas, assim como seus clientes.

Nós também pensamos em Walter Freeman, que lidera uma equipe de contratações aqui em Cupertino e foi recentemente reconhecido pelo National Minority Supplier Development Council. No ano passado, a equipe de Walter forneceu mais de US$3 bilhões em oportunidades de negócios com a Apple para mais de 7.000 empresas de pequeno porte no oeste dos Estados Unidos.

Tanto Walter quanto Kim exemplificam o que valorizamos na diversidade. Eles não apenas enriquecem a experiência de seus colegas de trabalho e fazem o nosso negócio mais forte, como também estendem os benefícios da diversidade da Apple para os nossos clientes, em nossa cadeia de suprimentos e na economia em geral. E há muitas outras pessoas na Apple fazendo o mesmo.

Acima de tudo, quando pensamos na diversidade da nossa equipe, pensamos nos valores e nas ideias que eles trazem como indivíduos. Ideias conduzem a inovação única que a Apple promove e elas entregam o nível de excelência que os nossos clientes esperam.

Além do trabalho que fazemos criando ferramentas inovadoras para nossos clientes, melhorar a educação é uma das melhores maneiras que a Apple tem para impactar de forma significativa a sociedade. Recentemente nós nos comprometemos em dar US$100 milhões para a iniciativa ConnectED, do presidente Barack Obama, para levar tecnologias de ponta para as escolas economicamente desfavorecidas. 80% da população estudantil nas escolas que iremos equipar são de grupos sub-representados atualmente em nossa indústria.

A Apple é também uma patrocinadora da Campanha de Direitos Humanos, a maior organização de direitos LGBT [lésbicas, gays, bissexuais, travestis] do país, bem como o Centro Nacional para Mulheres & Tecnologia da Informação, que está incentivando jovens a se envolver com tecnologias e ciências. O trabalho que fazemos com esses grupos é significativo e inspirador. Sabemos que podemos fazer mais, e nós faremos.

Este verão marca o aniversário da Lei dos Direitos Civis dos Estados Unidos de 1964 — uma oportunidade para refletir sobre o progresso da metade do século passado e reconhecer o trabalho que ainda precisa ser feito. Quando apresentou o projeto em junho de 1963, o presidente Kennedy pediu ao Congresso para aprová-lo “pela qualidade simples, orgulhosa e inestimável que nos une como americanos: o senso de justiça.”

Em todo o mundo, a nossa equipe na Apple está unida na crença de que ser diferente nos faz melhores. Sabemos que cada geração tem a responsabilidade de construir sobre os ganhos do passado, ampliando os direitos e as liberdades que desfrutamos de muitos que ainda estão lutando por justiça.

Juntos, estamos comprometidos com a diversidade dentro da nossa empresa e do avanço da igualdade e dos direitos humanos em todos os lugares.

Tim

Por essas e outras que a Apple é, sem dúvida, uma empresa diferente. 🙂

[via 9to5Mac]

Atualização · 12/08/2014 às 17:33

Acima, o vídeo relacionado que a Apple publicou em seu canal do YouTube.

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