Evento especial: conheça o Apple Watch, o relógio inteligente da Apple

Relembrando os tempos de Steve Jobs, Tim Cook invocou a famosa frase “One more thing…” para apresentar o tão esperado novo produto.

Apple Watch

Cook lembrou como a Apple ama criar produtos bacanas, integrados, bem pensados e que a empresa quer deixar usuários fazer coisas que nunca imaginaram poder. A ideia da Maçã, com este produto, é reinventar uma categoria!

Trata-se de um relógio quadrado, com cantos arredondados e feito de aço inoxidável. A tela é feita de cristal safira, como esperado. Haverá múltiplas cores disponíveis. Falo do Apple Watch!

O Apple Watch é o dispositivo mais pessoal já criado.

Tim Cook, CEO da Apple.

Com ele a Apple quis criar o melhor relógio no mundo, preciso e personalizável, além de ser também um dispositivo bastante focado em saúde e fitness, como esperado. Ele permitirá que usuários se comuniquem diretamente dos seus pulsos e é totalmente integrado ao iCloud.

A interface do relógio foi muito bem pensada/trabalhada. Para um relógio, foi preciso pensar em algum tipo de revolução — tão grande quanto o mouse do Mac ou a Click Wheel do iPod. No caso do iPhone, foi a sua interface sensível a múltiplos toques.

Mas a Apple não achou que o correto seria simplesmente “espremer” a interface do iPhone nessa tela. Por exemplo, um gesto simples do iPhone (pinçar para zoom) seria péssimo no Apple Watch, já que seus dedos cobrem a tela toda.

Há, portanto, uma “coroa” lateral para controle. É por ela que você faz zoom ou rola uma lista. Apertando nela, retorna à Tela Início. Tudo isso é feito girando essa “coroa” lateral.

A Tela Início é feita de vários ícones circulares e coloridos, e a Apple afirmou ter trabalhado tanto a sua função quanto o seu visual. Tudo na interface é baseado em zoom, entrando e saindo de apps.

A parte frontal do aparelho é toda a sua interface, é o que se destaca. Nada mais. As possibilidades de comunicação entre pessoas são diversas e interativas. Também é possível ditar mensagens.

A tela do Apple Watch é Retina, flexível e feita de safira (super-resistente). Com sensibilidade a pressão, o relógio pode responder diferentemente a comandos. Ele também responde diferente, com um feedback háptico (vibração).

Tudo isso é possível graças ao chip S1 — tudo fica protegido dentro desse chip, toda a placa lógica do relógio. Atrás, temos quatro lentes cobertas por safira. Elas acompanham o seu pulso e comunicam-se com outros sensores do iPhone para acompanhar suas atividades diárias.

Na parte traseira há também uma nova tecnologia de recarga baseada no MagSafe, com ímãs. Há ainda inúmeros visuais para você ver a hora, a fim de agradar aos mais diversos públicos, tornando o Apple Watch bastante personalizável. Também existem seis pulseiras diferentes, muito fáceis de serem substituídas.

Linha de Apple Watches voando

O Apple Watch terá dois tamanhos, com pulseiras de acordo para pulsos menores. Serão três linhas/edições do Apple Watch, uma delas focada em esportes e outra com ouro 18 quilates. Juntos, estamos falando de inúmeros modelos e variações.

Usar o relógio parece ser algo simples. Vale notar que um iPhone é *necessário* para uso com o Apple Watch.

Você acessa a Tela Início pressionando e segurando a coroa lateral. A navegação pelos vários “apps” na tela inicial é feita usando a touchscreen e a coroa lateral. Para trocar o visual do relógio, por exemplo, basta pressionar na tela com um pouco de força. Até a cor do cronômetro pode ser trocada girando a coroa, por exemplo.

Um dos temas mostra o planeta Terra embaixo da hora, focando o local onde você está. E, se você quiser, dá para “viajar” até a Lua. A Lua mostrada, por sinal, também é de acordo com a sua fase atual. Quem preferir ainda pode dar um zoom out e ver todo o Sistema Solar, bem como escolher qualquer planeta para focar na tela. É a face “Astronomia” do Apple Watch.

Ele também tem, é claro, versões analógicas. Deslizando de baixo para cima no relógio, você pode ver “glances” — como notificações, resumos das suas atividades, sua localização, a previsão do tempo atual, música em reprodução, etc. Você controla a música do iPhone ou Mac pelo Apple Watch.

Notificações chegam automaticamente ao Apple Watch e você é notificado por uma vibração bem suave e pessoal. Ao ser notificado pelo feedback háptico, basta levantar o pulso para que a tela mostre o assunto. Você pode confirmar compromissos no Calendário, por exemplo, ou enviar rápidas respostas a mensagens.

Também é possível usar o recurso Ditado para enviar uma mensagem pelo Apple Watch. Lembrando que o iOS e o OS X já estão suportando isso em português. Há novos “Emojis” 3D animados, para você enviar emoções para quem quiser — não há, portanto, um teclado de fato no relógio.

O Apple Watch também conta com a Siri, obviamente. Segurando na coroa lateral, você ativa e fala com a assistente. Sua interface lembra a que conhecemos, mas é adaptada para a telinha minúscula.

Também é possível visualizar fotos no relógio. Dá para ter uma visão geral delas e usar a coroa para se aproximar do que quiser, bem como a touchscreen para navegar entre elas. O usuário escolhe a coleção de fotos preferidas que quer colocar no Watch.

Falando de mapas, todo o controle do relógio é feito com a coroa e com a touchscreen. Tocando com pressão na tela, você ativa um menu contextual com ações. É como se fosse o “botão direito do mouse”. O relógio até vibra diferente para que você saiba se é para virar à esquerda ou à direita durante uma navegação curva a curva no app Mapas.

Há também um botão abaixo da coroa que dá fácil acesso aos seus contatos preferidos. Tocando numa pessoa, você pode escolher ligar ou enviar uma mensagem para a pessoa. Há ainda uma nova forma de comunicação envolvendo o feedback háptico do Apple Watch e desenhos na tela. Você pode desenhar com cores diferentes na tela do relógio e isso aparece em tempo real na tela do Watch do seu contato — você pode até enviar os seus batimentos cardíacos para outra pessoa. 😉

Além do trabalho da Apple, o Watch também poderá ser estendido com apps de terceiros — a Apple sabe a grande oportunidade que há aí. De forma inicial, o Apple Watch já receberá notificações de apps normalmente, mas desenvolvedores poderão estender isso com o WatchKit. Com ele, será possível personalizar e aprofundar as notificações que chegam ao relógio.

Será possível, por exemplo, usar o Apple Watch para abrir portas de certos hotéis. A integração poderá ainda se expandir para direções de transporte público, Pinterest, integração com carros e muito mais — o Apple Watch poderá levá-lo de volta ao seu veículo.

Falando especificamente da parte fitness e saúde do Apple Watch, o CEO da empresa afirmou que o Apple Watch estimulará as pessoas a fazer exercícios. Há dois apps para isso no Apple Watch, um deles é o Fitness e o segundo é o Workout (para exercícios específicos). A Apple juntou uma equipe totalmente focada nisso para o Watch.

É possível, por exemplo, criar metas diárias e acompanhar tudo o que você faz. As atividades envolvem andar, correr, pedalar, praticar esportes, malhar e muito mais, e você acompanha o seu processo enquanto se exercita. Depois, recebe recompensas e confere todo o seu histórico de atividades. E tudo isso é sincronizado com o iPhone, é claro. As sugestões dadas pelo relógio se tornam ainda mais precisas/personalizadas com o tempo.

Apple Watch ao lado de um iPhone 6

Conforme dissemos, o Apple Watch requer um iPhone para funcionar. A boa notícia é que a Apple o tornou compatível também com iPhones 5/5c/5s, além dos iPhones 6. O preço inicial do produto será US$350 e ele estará disponível somente no início de 2015.

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