Appreendedor: o que, quem e como

Escolha de caminho

Ser conservador é uma característica de todo humano — eu, você e todos ao nosso redor, o simples fato de ter um estilo, gostar dos mesmos pratos de comida, ir para os mesmos locais, seguir os mesmos caminhos, já são amostras de rotinas que levam ao ato ou desejo de conservadorismo. Mas não se preocupe: isso não está errado, afinal, todos queremos ser conservadores, lutamos por objetivos e queremos manter as vitórias. Não se cobre por ser conservador, se preocupe em não experimentar, não estar disponível para buscar novos horizontes. A experimentação é o primeiro passo para a mudança em busca de algo melhor, algo que realize os seus sonhos e a vontade de sempre querer mais, porque a mudança é algo inevitável na vida de todo ser humano. E esteja preparado, até para o mais conservador um dia a mudança chegará — e será implacável, se não estiver preparado e habituado a novas experiências.

No artigo de hoje, convidei a psicóloga Keli Rodrigues — membro e colaboradora do grupo Appreendedor Fellowship — para falar sobre o assunto escolhas e mudanças. Se ao ler este artigo você precisar de um incentivo para iniciar seu processo de mudança, convido a participar do curso “Imersão no Vale do Silício”, confirmado para ser realizado de 19 de outubro a 1º de novembro. Serão duas semanas repletas de atividades nas quais eu (Renato Ribeiro), o Artur Sousa, o Juan Camilo e outros convidados falaremos sobre inovação e empreendedorismo. No valor do pacote já está inclusa hospedagem dentro de uma universidade americana, ingressos para atividades externas e aulas de inglês todas as manhãs para você ir se ambientando e melhor aproveitar os eventos e palestras que participaremos fora do campus. Mas não se preocupe: esse não é um curso para nerds, é uma oportunidade para discutirmos sobre novos horizontes independentemente da sua área de atuação.


por Keli Rodrigues

Sou realizada como mãe! Mas também sou realizada como profissional… sou realizada como amiga, colega de trabalho, vizinha, inquilina, sócia… são tantos os papéis que tenho que cumprir que, agora, me dou conta de quanto é intenso ser e estar na vida das pessoas.

Sensação de dever cumprido com meus pacientes, com minha filha, talvez nem tanto como filha, mas isso também faz parte. Sensação de dever cumprido com as escolhas que fiz na vida, dentre elas meus parceiros de trabalho, a faculdade, os cursos, as vivências, as demissões, os projetos, etc.

As pessoas com quem escolho conviver mudam meu dia. Uma mensagem no WhatsApp é capaz de transformar uma sessão terapêutica, uma conversa no café, é capaz de me fazer perceber novos horizontes, uma mensagem de bom dia é capaz de fazer-me sentir-me viva e interessante, uma olhada no feed de notícias do Facebook me proporciona fazer parte de um projeto que pode mudar minha relação com as finanças, perceber que tudo isso faz parte das minhas escolhas, conscientes e objetivas sobre o que e quem faz sentido pra mim.

Escolha de caminho

Escolha de caminho, via Shutterstock.

Somos produto de nossas escolhas. Eu escolho o que e como dizer à minha filha, e isso fatalmente impacta nossa relação, seu futuro, suas escolhas. É uma reação em cadeia! Tanto sou impactada pelas minhas escolhas como sou impactada pelos resultados que elas geram nas outras pessoas, principalmente nessa relação.

Nem sempre isso tudo é claro, no meio do caminho vamos reaprendendo jeitos de pensar e fazer as coisas, coisas que fizemos a vida toda do mesmo jeito vão se transformando e ganhando novos jeitos de existir em nossas vidas, e isso tem que ser uma escolha, escolher permanecer a mesma ou fluir com as mudanças que a vida proporciona.

Há dois meses, decidi modificar minha relação com o elevador. Sim, ele só é usado em casos extremamente necessários, e quem me conhece bem sabe o que subir e descer escada significava para mim… São decisões motivadas por objetivos diversos, que vão modelando nossa vida, nossas relações, nossas ações.

Vou mais longe: no final de julho, li um artigo da série Appreendedor que me convidava a participar de um projeto. Em princípio foi só uma inscrição despretensiosa, mais tarde eu recebo um vídeo que constava meu nome como selecionada para participar do projeto Fellowship 2014.

Uma decisão de me inscrever e já estava eu lá de novo, inserida um grupo de 100 pessoas das mais diversas áreas e lugares, acreditando num projeto social de alcance ainda inimaginável, pois ele pretende ter um impacto enorme na sociedade e principalmente na vida de estudantes carentes que sonham com um mundo melhor para nós e para elas. Bom, se isso tudo vai ocorrer com essa força para elas eu não sei, mas fato é que, entre preencher aquele formulário e o impacto na minha vida por participar da idealização e execução de tudo isso já é enorme.

É preciso se repensar em todos os instantes, rever decisões que foram tomadas há muito tempo e por razões que talvez nem façam mais sentido, pois de outro modo estamos fadados ao engessamento de pensamentos, sentimentos e ações… coisas que eu amava, talvez nem faça mais sentido amar, coisas que eu acreditava talvez precisem de revisões e isso é o que me faz crescer — o poder de mudar o jeito de relacionar com coisas, pessoas e fatos.

Se me perguntarem se sou realizada, posso dizer que sim! Mas ainda não é o topo, muitas modificações ainda serão necessárias e oportunas para que cada etapa seja vencida. Porém o lugar onde estou é extremamente apropriado para as decisões que tomei ao longo do caminho.

O curso, parcerias, aperfeiçoamentos, descobertas, despedidas, aproximações e modificações que eu decidi fazer ao longo dessa trajetória, mas a principal das decisões foi a coragem de abrir mão de um cargo comissionado que durou 13 anos em um órgão público, para empreender exclusivamente na Psicologia, viver da minha formação, ganhar dinheiro com ela. Que sábia decisão! Uma decisão que mudou tudo e que me possibilita a leveza de realizar e viver das coisas que realmente acredito.

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