Google lança novos aparelhos Nexus: smartphone de 6″, tablet de 9″ e Nexus Player

Linha Nexus

Amanhã temos um evento especial da Apple, mas isso não quer dizer que outras empresas não aproveitaram a semana para apresentar novidades também. E estamos falando de uma das grandes!

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Linha Nexus

Como faz todos os anos, o Google escolhe fabricantes de hardware parceiras para criar o Nexus da vez. Agora, em 2014, a Motorola (que era uma subsidiária do Google, mas foi vendida para a Lenovo) foi a responsável pela fabricação do smartphone, enquanto a HTC ficou com o tablet.

Nexus 6

Nexus 6

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Sim, o novo smartphone da linha Nexus tem uma tela de 6 polegadas (mais precisamente, de 5,96″). Se você, assim como eu, já acha o iPhone 6 Plus grande (com uma tela de 5,5″), imagine o tamanho desse bicho — são 159,2×82,9x10mm e 184g contra 158,1×77,8×7,1mm e 172g do 6 Plus. Ou seja: é xigante! A tela, porém, deve ser uma lindeza: são 2560×1440 pixels (493 pixels por polegadas) num display AMOLED — comparativamente, o 6 Plus tem 1920×1080 pixels e 401ppp.

Nexus 6

Outro ponto que definitivamente chama atenção é a bateria de 3.220mAh — comparativamente, o iPhone 6 Plus tem uma de 2.915mAh. Mas provando que especificação, sozinha, não quer dizer nada, apesar de maior, a bateria do Nexus 6 — ao menos nas descrições de ambas as empresas — dura menos que a do 6 Plus (seja em tempo em repouso, conversação, reprodução de vídeos, navegação, entre outras métricas utilizadas pela indústria). Por outro lado, o Google diz que 15 minutos de recarga são suficientes para uma utilização de até 6 horas!

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Com um visual bem semelhante ao do Moto X, o smartphone conta com especificações que já estamos acostumados a ver por aí em telefones de ponta: câmera traseira de 13 megapixels (estabilização óptica; f/2.0 de abertura; vídeos em 4K a 30 quadros por segundo), frontal de 2 megapixels, dois modelos (americano e europeu, ambos compatíveis com o nosso 4G), processador quad-core (2,7GHz), Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 4.1, NFC, seis sensores (GPS, acelerômetro, giroscópio, magnetômetro, sensor de luz ambiente e barômetro) e mais.

A pré-venda do aparelho começará no final de outubro e ele poderá ser adquirido em duas diferentes cores (azul e branco) e capacidades (32GB e 64GB).

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Nexus 9

Nexus 9

Os novos iPads serão lançados amanhã, mas a gente já tem uma boa noção do que a Apple apresentará, então já é possível fazer uma boa comparação com o Nexus 9.

As especificações do tablet do Google também são comuns em aparelhos topo-de-linha do mercado: 153,6×228,2×7,9mm e 425/436g (versões Wi-Fi e LTE, respectivamente) contra 169,5x240x7,5mm e 469/478g (também Wi-Fi e Wi-Fi + Cellular, respectivamente) do iPad Air — vale lembrar que o tablet da Apple já tem um ano de mercado e conta com uma tela de 9,7″, contra uma de 8,9″ do Nexus 9.

Por falar em tela, estamos falando de um display LCD com tecnologia IPS, formato 4:3 e resolução de (2048×1536) — basicamente a mesma coisa do Air. Como diferenciais técnicos em relação ao produto da Apple, o Nexus 9 tem uma câmera traseira de 8 megapixels e uma frontal de 1,6 megapixel (ambas com uma abertura de f/2.4), Wi-Fi 802.11ac, 2GB de RAM e sensor magnetômetro. Vale notar que muitas dessas especificações deverão chegar aos novos iPads — veremos amanhã.

Nexus 9

O Nexus 9 também terá um acessório mais do que batido/essencial no mercado de tablets: uma capinha que, ao ser aberta, vira um teclado magnético.

O tablet será vendido em três cores (preto, branco e areia), em duas versões (Wi-Fi e LTE) e em duas capacidades (16GB e 32GB). Os preços não foram divulgados, mas a pré-venda começará nesta semana (dia 17 de outubro).

Nexus Player

Nexus Player

Junto da ASUS, o Google apresentou também o Nexus Player, uma mistura de set-top box (como a Apple TV) e console — com direito a um controle com buscas por voz e um gamepad.

Totalmente integrado às lojas de conteúdo e ao ecossistema do Google, nele podemos ver vídeo e filmes, escutar músicas e jogar games disponíveis na plataforma Android — tudo isso bem ao estilo Handoff, da Apple (ou seja, comece a ver/jogar algo num dispositivo e termine no Nexus Player — ou vice-versa). Além disso, é possível transmitir diversos conteúdos do Chromebook, aparelhos com Android e iOS para a TV de forma simples.

Nexus Player

Sem dúvida nenhuma trata-se de uma boa aposta do Google. Apesar de não trazer tantas novidades para o mercado, o Nexus Player é exatamente aquilo que imaginamos que a Apple TV se tornaria em algum momento. Porém, levando em conta que a última atualização do produto aconteceu em 2012, podemos dizer que ele está parado no tempo — é claro que a Apple está cozinhando algo em seus laboratórios e, quem sabe, a gente conheça esse novo produto amanhã. Mas enquanto a nova Apple TV não chega, podemos dizer que o Nexus Player é uma ótima pedida, especialmente para quem já está imerso no ecossistema do Google.

A pré-venda do aparelho também começará no dia 17 de outubro; ele custará US$100 (mesmo preço da Apple TV lá fora).

Android 5.0 Lollipop

Android 5.0 Lollipop

Para acompanhar isso tudo, o Google apresentou também o Android 5.0 Lollipop (a versão final do “Android L”, apresentado ao mundo durante o evento Google I/O).

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Além do novo visual (Material Design), o novo sistema traz mais de 5.000 novas APIs, novos recursos de aproximação (desbloqueie a tela ao se aproximar de outro aparelho ou relógio, por exemplo), personalização completa de notificações, novo recurso de economia de bateria, múltiplas contas (para mais de um usuário, incluindo um modo convidado), entre outras muitas coisas.

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Eu entendo os motivos os quais fizeram o Google vender a Motorola para a Lenovo (além de se tornar uma ameaça para suas parcerias como Samsung, LG, HTC e outras que utilizam o Android como plataforma em seus produtos, não há dúvidas de que o Google adquiriu a Motorola muito mais pelas milhares de patentes do que por qualquer outro motivo). Ainda assim, eu gostava da ideia de ele fabricar seus próprios produtos (como a Apple faz).

A proposta com a linha Nexus não é igual, mas é o mais perto que temos disso. Neste ano, a coisa me agradou ainda mais justamente pela parceria envolver a Motorola (no Nexus 6). Já falei isso antes e volto a repetir: se hoje a Apple não fosse uma opção, eu escolheria facilmente o Moto X como o meu smartphone — e, de quebra, o Moto 360 como smartwatch.

Apesar do tamanho desproporcional (ao menos para mim), o Nexus 6 chega para ocupar o lugar do Moto X na minha lista. Isso porque a ideia de ter um aparelho com essas especificações e que roda o Android “puro” é muito mais agradável do que qualquer opção da concorrência androidiana que existe hoje no mercado.

A linha Galaxy da Samsung é bastante famosa e tem muita força comercial. Mas, na minha humilde opinião, a linha Nexus é — sem dúvida — a que merece mais atenção.

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