Executivo da Apple fala sobre o novo cartão SIM de iPads e diz que ele não chegará a iPhones

Nesta semana, enquanto Tim Cook (CEO da Apple) participou da WSJDLive (conferência do Wall Street Journal), Greg Joswiak (vice-presidente da Maçã) subiu ao palco da Code/Mobile (realizada pelo site Re/code).

Como sempre, nenhuma informação bombástica é revelada nesse tipo de entrevista, mas isso não quer dizer que nenhuma novidade seja comentada — principalmente quando elas acontecem logo após lançamentos de produtos da Maçã. Um exemplo claro disso foi a revelação de que o novo cartão SIM que a Apple desenvolveu para iPads não chegará aos iPhones, conforme destacou o FierceWireless.

Apple SIM

Um SIM. Muitas opções.

O novo Apple SIM é pré-instalado no iPad Air 2 com modelos Wi-Fi + Cellular. O Apple SIM lhe dá a flexibilidade de escolher entre uma variedade de planos de curto prazo de algumas operadoras selecionadas dos Estados Unidos e do Reino Unido no seu iPad. Assim, sempre que precisar, você pode escolher o plano que funciona melhor para você — sem compromissos de longo prazo. E quando você viajar, também poderá escolher um plano de dados de uma operadora local para a duração da sua viagem.

Está aí o tipo de coisa que a Apple sabe fazer melhor: pegar algo complicado e descomplicar. Na prática, o cenário é lindo: com o Apple SIM o usuário não precisa mudar de chip ao trocar de operadora. Basta entrar em Ajustes » Celular e escolher o melhor plano das diversas telecoms disponíveis de acordo com o seu uso.

Isso, é claro, na teoria. Na prática, não é bem isso que está acontecendo. O CEO da T-Mobile (conhecido por falar o que pensa, sem se preocupar com as repercussões disso) usou o Twitter para explicar como está o cenário atual do Apple SIM. De acordo com ele, a ideia da Maçã é ótima, mas…

  • Ao escolher um plano da AT&T, o usuário não tem mais como trocar de operadora.
  • Se escolher outra operadora, a opção AT&T desaparece.
  • Os iPads vendidos pela Verizon e pela Sprint não vêm com o chip da Apple.
  • A Sprint requer que o IMEI do aparelho (o qual é ativado com o Apple SIM) esteja registrado na sua rede para que tudo funcione. O problema é que, ao comprar um iPad em outra operadora (como na T-Mobile), o número IMEI do iPad obviamente não faz parte do banco de dados da Sprint e o usuário não conseguirá ativá-lo nela, mesmo escolhendo um plano da Sprint em Ajustes » Celular.

E estes são só alguns dos problemas listados por John Legere. Vale notar que o CEO da T-Mobile aprovou o esforço da Apple na criação desse “cartão SIM universal” e deixou claro que esses problemas acontecem mais por culpa das próprias operadoras.

Mesmo com tudo isso, alguns estavam em dúvida se essa tecnologia chegará também a iPhones. Em sua entrevista Joswiak negou isso, dizendo que o Apple SIM faz muito mais sentido em iPads do que em iPhones pois a maioria dos telefones são vendidos pelas próprias operadoras. No caso de tablets, a Apple comercializa a maior parte deles mesmo (através das suas próprias lojas).

Eu sinceramente acredito que um dia isso acontecerá. Na verdade, acredito que a Apple conseguirá “extinguir” o cartão SIM (a tecnologia dele será de alguma forma interiorizada no aparelho, ou seja, não teremos mais como remover o chip — como acontece hoje com as baterias) e essa escolha da operadora acontecerá da forma imaginada pela Apple (em Ajustes » Celular). Fazendo isso, a Maçã ganhará um pequeno porém precioso espaço que hoje é dedicado exclusivamente a esse cartão SIM. Por outro lado, tenho certeza de que isso não acontecerá num futuro próximo…

via Techmeme

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