Sensores do Apple Watch não estão se dando muito bem com braços cobertos por tatuagens [atualizado]

Todos sabemos que cada produto lançado pela Apple é intensivamente testado em laboratórios e com grupos fechados de empregados/pessoas selecionadas. No caso do Watch, inclusive ela mostrou para a mídia como isso tudo funcionou por meses, de forma secreta.

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Mas uma coisa é realizar testes com dezenas, centenas de pessoas. Outra é colocar o produto no mercado, para milhões.

Apple Watch em braço com tatuagem

A foto acima, publicada no Reddit, mostra uma situação que *talvez* não tenha passado pelos testes da Apple: um Watch sendo usado sobre um braço coberto por tatuagens.

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Segundo relatos, os sensores do relógio — que emitem luzes verde e infravermelha — estariam tendo dificuldades de funcionar bem nessa situação. E não digo apenas em relação a batimentos cardíacos, por exemplo: um usuário diz que o seu Watch simplesmente não detecta que está no pulso (não consegue “enxergar” a pele por trás) e não se desbloqueia.

Alguns outros usuários tatuados já responderam ao tópico no Reddit dizendo que não estão enfrentando o mesmo problema. Aparentemente, a coisa só complica quando a área por debaixo dos sensores do Watch é totalmente coberta por tinta escura — muitas delas feitas de mercúrio, cobre e/ou níquel, materiais estes que podem de fato interferir com sensores.

Enquanto uma solução definitiva não é encontrada, pessoas que estiverem com esse problema podem simplesmente desligar a função de detectar pulsos no Watch. O problema é que isso também desabilita parte dos seus recursos…

[via AppleInsider]

Atualização · 01/05/2015 às 09:35

Um artigo de suporte da Apple1 sobre o medidor de batimentos cardíacos do Apple Watch confirma que ele não se dá bem com tatuagens.

Em tradução livre nossa:

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Mudanças permanentes ou temporárias à sua pele, tais como algumas tatuagens, também podem impactar a performance do sensor de batimentos cardíacos. A tinta, o padrão e a saturação de algumas tatuagens podem bloquear luz do sensor, tornando difícil obter leituras confiáveis.

Resumidamente, não há muito o que fazer nesse caso. Para a leitura de batimentos cardíacos, especificamente, ainda é possível conectar o Watch via Bluetooth a um leitor externo (como aqueles elásticos de peito), mas ainda assim o relógio terá dificuldades de identificar que está posicionado no pulso para ativar algumas funções.

Quem sabe futuras gerações do Watch utilizem outra tecnologia para leitura desses dados que funcione também em braços cobertos por tatuagens escuras… só resta aguardar.

[via MacRumors]

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