Por que a Google I/O tem tudo a ver com a Apple

Na última quinta-feira (28/5), o Google iniciou seu tradicional e anual evento para desenvolvedores: a Google I/O. Com praticamente todos os rumores concretizados, vamos abordar a seguir um pouco sobre as novidades mais importantes — fazendo uma leve comparação com a Apple, é claro. 😉

Antes de entrar no assunto propriamente dito, quero dizer que tenho a mesma opinião do Breno Masi: hoje o Google é uma das melhores empresas de serviços de internet — se não a melhor —, assim como a Apple é a melhor em produtos.

Para a alegria dos fãs da plataforma, o Google iniciou o evento apresentando o Android M, a mais nova versão do seu sistema operacional móvel (ainda sem nome de algum doce — chutam “Marshmallow” ou, se o Google for novamente fazer uma parceria comercial, “M&M”). Segundo o próprio vice-presidente de engenharia, Dave Burke, essa versão do Android vem para aprimorar o que já existe no Lollipop (déjà vu?). Nada de mudanças radicais no visual. Seis recursos foram otimizados para melhorar a experiência do usuário: permissões de aplicativos, Google Now, sensor de digitais, Android Pay, Chrome Custom Tabs e USB-C.

O Google também apresentou ao mundo seus novos sistemas para a “internet das coisas”: Weave e Brillo. O primeiro é uma plataforma que se comunicará com todos dos dispositivos que possuem o Brillo. Este, por sua vez, será o responsável por criar uma rede de comunicação entre os dispositivos conectados. Se você lesse a descrição do sistema como um todo de uma forma genérica, provavelmente pensaria no HomeKit.

Nós sabemos que pagamentos móveis são uma tentativa de descartar a sua carteira. Pois bem, o Google também tem o seu sistema: o Wallet. A ideia foi ótima, mas não colou muito. Sendo assim eles remodelaram o serviço, ou melhor dizendo, lançaram um novo. Agora, ele se chama Android Pay. Não só o nome é muito familiar, mas se você sabe como o Apple Pay funciona a gente não precisa reapresentar a “novidade” do Google.

A adoção da nova USB é interessante e mostra que a interface tem tudo para se tornar padrão da indústria. Ela é tão flexível que permitirá que um smartphone recarregue a bateria do outro, só para citar um exemplo. Os planos da Apple para isso ainda são uma grande incógnita; é fato que aos poucos veremos ela chegando aos Macs — assim como já iniciou-se com o novo MacBook de 12 polegadas —, mas será que a Apple abandonaria o Lightning de iGadgets?

O já conhecido Google Maps também foi abordado na keynote: agora ele terá navegação ponto-a-ponto offline. Isso significa que, se a sua conexão não for lá aquelas coisas ou você viajar para um lugar onde não tenha 3G/4G, poderá utilizar normalmente o app de GPS. Aqui vemos o Google simplesmente ampliando a liderança (folgada) que já tem em relação aos Mapas da Apple, embora estejamos acompanhando uma forte movimentação da Maçã nesse sentido.

O Google também lançou uma nova versão do seu Cardboard, um dispositivo de papelão com realidade virtual. A grande novidade mesmo neste ano, entre outros ajustes e melhorias, é que ele suporta o iPhone (inclusive o 6 Plus, pois vai até 6 polegadas). O Google Cardboard já inclusive chegou à App Store, mas por enquanto apenas nos Estados Unidos.

Keynote completa da Google I/O 2015

Com tudo isso que foi lançado, podemos concluir o seguinte: Apple e Google estão trilhando caminhos semelhantes no que tange a serviços. Por um lado, alguns do Google são melhores; por outro, a Apple há anos tem investido forte nessa área. A iTunes Store como um todo, por exemplo, fatura mais a cada trimestre.

Claro, concorrência sempre é bem-vinda. Agora é torcer para que essas tecnologias expandam-se o mais rápido possível para que possamos fazer as nossas escolhas. Uma coisa é certa: acredito que a Apple descobriu o caminho das pedras. E a WWDC 2015 vem aí

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