Em entrevista, chefão de marketing da Apple fala sobre iPhones de 16GB, bateria, novo MacBook e mais! [atualizado: vídeo]

O cara está podendo. Depois de ter o seu site divulgado durante a keynote da WWDC 2015 (na demonstração do novo app News), John Gruber (do Daring Fireball) entrevistou Phil Schiller (vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple) no último episódio do seu podcast (The Talk Show) — o qual foi transmitido ao vivo, em vídeo, para todos na madrugada de ontem para hoje.

Phil Schiller e John Gruber

Eis os principais pontos conversados:

iPhones com “apenas” 16GB

Taí um ponto polêmico, abordado no bate-papo. Gruber questionou Schiller sobre o armazenamento base de iPhones ainda ser os mesmos 16GB de quando a Apple lançou o iPhone 3GS. Em uma época em que alguns apps têm mais de 1GB, espaço é algo importante para todos, até mesmo para aqueles que supostamente não ligam muito para isso.

Schiller, porém, rebateu dizendo que cada vez mais as pessoas estão utilizando serviços na nuvem (como o próprio iCloud, da Apple) para armazenar fotos, vídeos, documentos e arquivos em geral, tirando esse peso todo do armazenamento local. Assim, a Apple acha por bem oferecer um produto com 16GB a um preço inferior para clientes mais sensíveis a preços que são capazes de viver em um ambiente onde eles não precisam de muitos gigabytes de armazenamento local.

Sobre isso, vamos combinar que não cola. Afinal, a ideia é a Apple dobrar de 16GB para 32GB a base de armazenamento mantendo o mesmo valor de entrada dos produtos para clientes — o que ela consegue fazer facilmente levando em conta que o preço de memória flash vem caindo ao longo dos anos.

Outro argumento usado por Schiller, contudo, é que com o dinheiro que a Apple economiza não fazendo esse upgrade de 16GB para 32GB ela acaba investindo em outras áreas (como a câmera do smartphone).

Bateria

É sabido que todos os anos a Apple deixa seus produtos cada vez mais finos, mantendo a vida útil da bateria mais ou menos igual. Muitos questionam isso, inclusive afirmando que abririam mão dessa espessura cada vez mais fina em prol de uma bateria melhor. Pois Gruber levantou esse assunto na entrevista.

Schiller rebateu essa afirmando que, se as pessoas querem um produto que é mais espesso, com uma bateria maior, ele consequentemente será mais pesado, mais caro e levará mais tempo para recarregar. Por isso, a Apple modela cada espessura, tamanho, peso e tenta descobrir quais são as compensações em cada uma dessas combinações. Apenas depois ela decide com qual opção seguir — e ele acredita que a empresa tem feito as escolhas certas.

Apenas uma única porta USB-C no novo MacBook

Sobre o novo notebook da Maçã, Schiller disse que quer uma Apple que corra riscos, que seja agressiva. Em certos momentos, ser apenas incremental não é algo suficiente, excitante o bastante. “Nós precisamos nos arriscar.”

O chefão de marketing da Apple sabe que o novo MacBook não é um computador que agradará a todos1, mas que a Apple precisa lançar produtos visionários, a fim de empurrar o mundo para esse futuro que ela vislumbra no qual não precisaremos mais conectar fios aos nossos notebooks.

Outros assuntos

Eles também conversaram sobre outros assuntos como a duração das apresentações (a Apple tenta manter tudo sempre entre 1h45/2h15 e, por isso, sempre tem que fazer muitas escolhas sobre o que irá apresentar), a liberação de um SDK do watchOS com possibilidade de criar apps nativos (algo que chegou mais rápido ao Watch do que ao primeiro iPhone, por exemplo) e o Apple Music (e o fato de a Apple ainda oferecer compras de faixas/CDs individualmente, o que para Schiller faz sentido em muitos casos).

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O vídeo completo da entrevista deverá ser publicado por Gruber em breve — atualizaremos este artigo assim que isso acontecer.

[via The Verge, 9to5Mac]

Atualização · 12/06/2015 às 21:10

Eis o vídeo completo da entrevista:

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